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“Estamos a uma música do sucesso e a uma de tudo desmoronar”
D.A.M.A atuam dia 21 no Meo Arena, Lisboa, num concerto que consagra três amigos que em três anos viraram ídolos de uma geração.
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Miguel Azevedo
17/10/2016 20H35
Foto: Sérgio Lemos
Para quem atuou no Rock In Rio para 80 mil pessoas, o Meo Arena é para fazer com uma perna às costas!
Miguel Cristovinho – Não [risos]. É completamente diferente. Esta é uma produção própria que está a ser pensada por nós ao milímetro. É como se fosse o encerramento destes três anos de estrada.

Já conseguiram parar para pensar no fenómeno em que se tornaram?
M. Coimbra – Não conversamos sobre isso. O que percebemos é que está tudo a acontecer muito rápido. É como se fôssemos num comboio a alta velocidade em que tudo está desfocado e quando conseguimos focar um pontinho ele já passou.

Como é que lidam com a popularidade e o sucesso?
M. Coimbra – Ser artista implica mediatismo, mas o importante é que o nosso entusiasmo continua o mesmo. Ainda ontem estávamos a escrever uma nova canção e a fazê-lo como se fosse a primeira. Claro que é bom ser reconhecido, mas para nós isso é apenas sinal de que chegamos às pessoas. E é isso que queremos, levar aos outros a nossa história.

M. Cristovinho – Uma vez o Miguel Araújo disse que não se sentia um artista, que era apenas um compositor que cantava as suas letras. Nós somos assim. Não somos artistas ou grandes intérpretes, simplesmente cantamos as nossas histórias. É a compor que nos sentimos bem e independentemente das pessoas gostarem acho que é isso que vamos fazer para o resto das nossas vidas.
Vocês são três ‘putos’. Como é que lidam com o sair à rua e serem abordados?

M. Cristovinho – Claro que às vezes não é fácil estarmos a jantar e pedirmos às pessoas, que querem uma fotografia ou um autógrafo, para esperarem um bocadinho. Mas a maior parte das vezes as pessoas são muito respeitosas e procuram-nos para uma palavra amiga.

M. Coimbra – Nunca tivemos faltas de respeito e nunca nos sentimos verdadeiramente incomodados.

E propostas atrevidas por parte de fãs, já tiveram muitas?

M. Cristovinho – Não, mas as nossas fãs também sabem que sou comprometido [risos].

M. Coimbra – Eu nunca tive mas estou aberto a propostas. Devo ser uma pessoa muito desinteressante [risos].

Não acredito!
M. Coimbra – Agora a sério. Nós somos pessoas que nos damos muito ao respeito. Se sentimos que há alguma fã que passa o limite, nós fazemo-la entender isso. Todas as miúdas que nos seguem de perto já sabem a maneira de lidar connosco.

Nos vossos concertos não se veem daqueles cartazes a dizer ‘faz-me um filho’?

M. Cristovinho – Claro que sim, mas nós até achamos graça a isso.

M. Coimbra – Eu fico um pouco confuso, porque às vezes vêm com esses cartazes do ‘faz-me um filho’, mas depois atiram-nos preservativos para o palco [risos].

Conseguem ter tempo para a família e namoradas?
M. Cristovinho – As pessoas que gostam de nós percebem a nossa vida e apoiam-nos muito.

Mas as namoradas não exigem mais tempo, como qualquer mulher?
M. Cristovinho – Bom, no ano passado a minha ia-me cortando a cabeça. Este ano ia-me cortando os dois braços [risos].

Alguma vez pensaram que assim como tudo começou, também pode acabar de repente?
M. Cristovinho – Sei que nós estamos sempre a uma música de atingir o sucesso e a uma música de tudo se desmoronar. Quando vier um ciclo mais baixo tenho a certeza de que vamos estar preparados para isso.

M. Coimbra – Como tudo começa um dia também acaba. Sabemos que a determinada altura também vamos ter de reduzir a intensidade.

Os D.A.M.A são um projeto com prazo de validade?
M. Coimbra – O que sei é que vamos continuar aqui para sempre, pode até ser noutros moldes.

Claro, aos 40 anos já não estarão certamente a escrever canções para ou sobre adolescentes!
M. Coimbra – Não considero que escrevamos músicas para adolescentes. Nós escrevemos músicas com as quais as pessoas se identificam, algumas porque também já foram jovens. É verdade que os adolescentes se manifestam mais, mas o nosso público é muito transversal. Tanto cantamos em festas universitárias e discotecas, como de repente vemos casais de idosos nos concertos.

Vocês vivem assim uma espécie de casamento a três. Como é que é passarem tanto tempo juntos?
M. Coimbra – Acho que se não nos chateámos até agora, também já não nos vamos chatear.

M. Cristovinho – As pessoas acham que passar muito tempo juntos é propício a que aconteçam desentendimentos, mas nós dizemos o contrário: "Já viram a seca que seria se fôssemos só um!" E depois não somos pessoas de personalidades difíceis. Temos uma boa destreza mental para saber ceder e como somos três é sempre bom para o desempate [risos]. Claro que o Miguel Coimbra tem aquela superstição da sunga leopardo, mas são coisas com que temos de lidar [risos].

Quem é que tem pior feitio dos três?
M. Cristovinho – Prefiro responder a essa pergunta ao contrário, dizendo que quem tem melhor feitio é o Francisco. Quando estamos mais chateados, ele é quem põe água na fervura.

Como é que os vossos pais veem as vossas carreiras?
M. Coimbra – No início foi complicado, porque as coisas demoraram a acontecer e tive de levar com os meus pais a dizerem aquela frase típica "Tu não fazes nada na vida". Mas sabia que aquilo ia dar. Hoje acho que eles nos tiram o chapéu.

M. Cristovinho – Quando não temos um argumento de autoridade que é o nosso trabalho para falar por nós, as coisas são mais difíceis. Dizer ao meu pai que ia fazer isto ou aquilo era vê-lo a olhar para mim a pensar: "Olha este anda a estudar Gestão e agora acha que é só pôr tudo num papel que as coisas acontecem!" Mas acho que com um filho meu pensaria da mesma maneira. Mas tenho de fazer justiça, os nossos pais sempre nos apoiaram.
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