Padre António Rego
Tempo para um olhar
Uma gripe, por próxima que esteja, não costuma ser o toque de juízo final.
Uma gripe, por próxima que esteja, não costuma ser o toque de juízo final.
É essa luz que de longe aponta a direção certa dos nossos passos.
Muitas vezes é na densidade das perguntas que encontro melhores respostas.
Na serena leitura dos factos se vai revelando o projeto que Deus tem escondido.
É muito bom que Deus, através de Seu Filho, tenha aceite ser membro da nossa família.
Felizes somos por vivermos num tempo em que a história se constrói em serenidade.
A soma do mundo não se faz sem nós. Somados todos os números, falta um se não estamos lá.
Este Papa é um pai, um pastor que zela pelo rebanho, mas que aprende com ele.
Gosto de olhar o presépio, sem pressa, com a certeza de que está ali um companheiro.
É admirável como a palavra Natal esconde uma infinitude de emoções.
Não há dois presépios iguais ou não há dois olhares iguais sobre o mesmo presépio.
A frágil figura de Jesus apresentada no Natal é afinal o segredo que sacode os nossos medos.
Sem a intrepidez da procura nunca chegaremos nem aos pés chagados de Jesus.
Não nos sentimos bem se esmagados pela ligeireza que a vida por vezes nos impõe.