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Ele ainda não acabou
por Miguel Azevedo
Ver Manel Cruz foi arrebatador, extasiante, quase catártico.
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SÁBADO 24 MARÇO - 00H
Manel Cruz... Foi no decorrer da Expo’98 que vi pela primeira vez ao vivo os Ornatos Violeta e essa figura ímpar, singular e inimitável chamada Manel Cruz. O álbum ‘Cão’ já era um marco maior na música portuguesa e eu apenas um dos muitos que ‘babavam’ ao ouvi-lo.

Ver Manel Cruz foi arrebatador, extasiante, quase catártico: "Miguel, esquece tudo o que já viste e ouviste até hoje", dizia-me um amigo, dias antes do espetáculo. À data, e já lá vão vinte anos, Manel Cruz era uma ‘besta’ de palco, um bicho incorrigível, um monstro, um assombro, uma maravilha! De lá para cá passou pelos Pluto, pelos SuperNada e pelo projeto Foge Foge Bandido, entre outros, sempre igual a si próprio, distante de compromissos, às vezes enigmático, muitas vezes com aparições improváveis e inesperadas.

Cruzou-se com Ana Moura, Dealema ou Deolinda e mais recentemente ouvi falar dele como fonte inspiradora de Aldina Duarte, imagine-se. Tudo por causa de uma canção escrita por si chamada ‘Quando se ama loucamente’, pois claro! Até onde mais poderia ser levada uma canção escrita por Manel Cruz senão ao expoente da loucura?

"É uma fada que me caiu no colo", dizia-me, a propósito, Aldina Duarte. Depois de no ano passado ter lançado o single ‘Ainda Não Acabei’, um tema de resistência artística, sabe-se agora que Manel Cruz prepara uma série de discos para lançar durante este ano, o primeiro dos quais já para abril. Foi a forma encontrada para mostrar os muitos temas que tem vindo a compor ao longo dos últimos anos. Para quem canta que já desistiu "de lutar contra a merda" e que não pretende ser "o sol na terra", vem aí chumbo grosso de quem não lamenta palavras.

"São o meu alimento", declara.
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