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João Lobo Antunes
por João Ferreira
Sou um dos tais – milhares seguramente – de privilegiados, ou mesmo, de abençoados cuja vida ficou marcada, pela positiva, com a aparição de João Lobo Antunes.
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QUINTA-FEIRA 10 NOVEMBRO - 12H

João Lobo Antunes salvou a vida da minha mulher! Sou um dos tais – milhares seguramente – de privilegiados, ou mesmo, de abençoados cuja vida ficou marcada, pela positiva, com a aparição de João Lobo Antunes.

Quando nasceu a minha primeira filha, já lá vão quase 14 anos, a Rita, imediatamente após o parto,  começou a sentir dores horríveis na zona lombar. A Mariana, tinha dias, a Rita estava a amamentar e estava num sofrimento atroz. Não tinha posição para evitar a dor. Deitada, sentada, em pé, tinha dores permanentes e intensas – segundo a segundo, minuto a minuto – que nunca davam tréguas. Não dormia, não comia, estava a perder forças a cada dia que passava. Corremos médicos conhecidos e desconhecidos, em hospitais públicos e privados. Fizemos exames a tudo e mais alguma coisa e ninguém conseguia descobrir o porquê do sofrimento da Rita, cujo estado não parava de se agravar.

Cada passo que dava era uma tortura. Até que alguém – acho que foi o pai da Rita – nos marcou uma consulta na CUF com o João Lobo Antunes. A consulta durou poucos minutos. O João solicitou uma TAC de urgência e assim que o exame terminou, sem esperar pelo relatório, olhou para as imagens, encarou a Rita olhos nos olhos e com uma tranquilidade na voz e no olhar disse-lhe – disse-nos – que seria operada de urgência na manhã do dia seguinte. Ato continuo: ligou à secretária e adiou uma consulta de alguém que vinha de propósito dos Estados Unidos para ser observado por ele.

Soubemos mais tarde que a Rita tinha um tumor alojado na coluna que se não tivesse sido detetado e removido a tempo a poderia ter atirado para uma cadeira de rodas. Nos anos seguintes a Rita continuou a ser seguida por ele porque existia o perigo de surgirem novos tumores que podiam atacar o cérebro. Até que um belo dia, sempre com aquele olhar e com aquela voz de tranquilidade absoluta, deu um beijinho à Rita. Apertou-me a mão e garantiu-nos que podíamos seguir a nossa vida. Obrigado João. Eu e a Rita – e seguramente milhares de muitos outras Ritas e Joões – transportaremos uma ínfima imensa parte de si ao longo das nossas vidas.

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