Ljubomir garante: "Estava um snobe de Cascais...Falir foi uma boa experiência”

O conhecido chef admite que precisou de um travão. Quando recomeçou do zero, conseguiu melhorar.
Ljubomir Stanisic
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Ljubomir Stanisic
Ljubomir Stanisic e Mónica
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Ljubomir Stanisic
Ljubomir Stanisic e Mónica
01 ago 2020 • 19:36
Vânia Nunes
Arestauração foi um dos setores mais afetados pela pandemia, mas Ljubomir Stanisic está preparado para arregaçar as mangas, tal como aconteceu quando enfrentou a falência de um dos seus restaurantes em 2008.

Na altura, ficou com uma dívida de mais de meio milhão de euros devido aos investimentos que fez no ‘100 Maneiras’, em Cascais. Hoje, olhando para trás, consegue ver o lado positivo de toda a situação.

Dívida saldada
"Foi como se me dissessem: ‘Manca-te lá, se faz favor, pára de brincar’. Foi na altura da crise económica, quando foi tudo abaixo. É mais ou menos como esta crise agora, que vão todos ao charco, porque o pessoal não tem dinheiro para comer por 200 euros. Foi uma boa experiência. Eu gostei de falir", disse, em entrevista à Rádio Comercial.

Na altura, o chef jugoslavo fez questão de cumprir todas as obrigações. "Demorei um pouco de tempo a pagar a dívida toda aos fornecedores. Tive boa gente que me respeitou, que aguentou, e paguei até ao último tostão, não quis ficar a dever nada a ninguém. Quando estamos muito bem, e corre tudo bem, às vezes tem de se puxar o travão e andar um pouco para trás, olhar para nós, para aquilo que somos. A falência a mim fez-me isso... Estava a ser um snobe, estava a ficar igual aos betos de Cascais, só não usava sapatos de vela porque não gostava", disse ainda.

Depois desta fase conturbada, Ljubomir Stanisic teve oportunidade de recomeçar, na mesma área, mas melhor do que nunca. "Voltei à terra, comecei do início, comecei a fazer ainda mais, a partir daí é que me tornei um cozinheiro mais reconhecido mundialmente, mas foi porque tive de ir ao charco, e isso só me fez bem. É preciso renascer das cinzas, como a Fénix. Mas para isso tens de ter vontade, garra, acreditar em ti próprio. Quando confiamos nisso, em nós próprios e ajudamos os outros à nossa volta, o Mundo vai dar-nos o dobro", disse o cozinheiro, confiante no futuro.
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