Alexandra Borges arrasa ex-colega da TVI condenado por agressão: "A mim nunca me enganou"

Antiga jornalista da estação comentou o caso de violência na redação
Alexandra Borges
André Carvalho Ramos
Emanuel Monteiro e André Carvalho Ramos
Alexandra Borges
André Carvalho Ramos
Emanuel Monteiro e André Carvalho Ramos
18 nov 2020 • 18:31
Alexandra Borges não ficou indiferente à condenação de André Carvalho Ramos, jornalista da TVI, por três crimes de ofensa à integridade física simples ao também jornalista do canal Emanuel Monteiro.

No Facebook a antiga jornalista da estação de Queluz de Baixo comentou o tema. "Isto envergonha a classe e o canal de TV que estimo e para o qual trabalhei uma vida, ajudando a fazer da TVI a grande casa que é hoje", começou por escrever, considerando que o jornalista deveria ser afastado da redação. "É preciso ter coragem para concluir que este "jornalista" não tem quaisquer condições de apontar o dedo a quem quer que seja, sobre um qualquer indício ou ilícito. Pode fazer qualquer outra coisa no jornalismo, desde que nem longe da redação onde continua a trabalhar a vítima", continuou.

"A mim nunca me enganou e a instrumentalização que fez da história só convenceu os ignorantes que nunca se deram ao trabalho de ler a acusação de violência doméstica", escreveu.

Alexandra Borges também comentou o facto de não terem sido provados os crimes de violência doméstica. "
Há alguns anos, após a leitura de uma sentença injusta, aprendi com a vítima que "...a verdade é aquilo que se prova em tribunal". Ontem só ficaram provadas as agressões porque a prova de violência doméstica fica, quase sempre, silenciada e amordaçada entre quatro paredes. No final, a própria juíza fez questão de dizer que, apesar de não haver prova para condenar o agressor por 57 factos gravíssimos de violência doméstica, ele não a tinha conseguido enganar!".

De acordo com a sentença a que o CM teve acesso, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considerou provado que o "casal tinha frequentes discussões motivadas por ciúmes" e que tal levou André a agredir fisicamente Emanuel em várias ocasiões: por empurrão e beliscões. "O arguido agiu com o propósito alcançado de provocar ferimentos no ofendido, bem sabendo que as suas condutas eram suscetíveis de o molestar na sua saúde e integridade física, fazendo enquanto o mesmo foi seu namorado e mesmo após o fim da relação".

Ainda assim, o processo foi desqualificado de violência doméstica por falta de prova. O tribunal considerou que foram "encontradas várias incoerências/inconsistências e irrazoabilidades no conteúdo" apresentado pela acusação, que "fragilizam  de forma irreversível a sua versão dos acontecimentos".
Mais sobre
artigos relacionados
Newsletter
topo