Anna Westerlund tenta entender a morte de Pedro Lima

Pela primeira vez, a viúva do ator falou sobre os últimos tempos de vida de Pedro Lima. assume que o marido era seguido por psicólogos e fala dos efeitos secundários de um medicamento.
Anna Westerlund tem quatro filhos
Anna Westerlund e Pedro Lima com os filhos
Anna Westerlund
Anna Westerlund e Pedro Lima estiveram juntos 20 anos
Anna Westerlund
O ator com a mulher, a ceramista Anna Westerlund
Anna Westerlund tem quatro filhos
Anna Westerlund e Pedro Lima com os filhos
Anna Westerlund
Anna Westerlund e Pedro Lima estiveram juntos 20 anos
Anna Westerlund
O ator com a mulher, a ceramista Anna Westerlund
22 nov 2020 • 12:51
Depois de tudo o que aconteceu, Anna Westerlund e o filho mais velho de Pedro Lima, João Francisco, sentem que têm a missão de se tornarem numa espécie de embaixadores da saúde mental em Portugal. Os dois juntaram-se a uma associação, a Ivory, com o objetivo de ajudar pessoas que estejam a tentar combater estados depressivos, num legado em que tudo fazem para honrar a memória do ator.

Como pretexto desta iniciativa, a viúva de Pedro Lima acabou por recordar os últimos momentos do companheiro, e assume que este tinha vontade de se tratar e ficar bem. "O Pedro estava a ser seguido por um psicólogo e um psiquiatra em consultas online. Tinha uma vontade enorme de se tratar. Há´ medicamentos que têm como possível efeito secundário o suicídio. Se o diz, é porque em algumas pessoas causará esse efeito. Isto é um facto, não é uma especulação", diz, tentando entender o porquê de o ator ter posto termo à vida – foi encontrado morto a 20 de junho na praia do Abano, em Cascais.

O drama da depressão
Depois de ter convivido tão de perto com o drama de uma depressão profunda, que culminou com a morte de Pedro Lima, Anna Westerlund sente agora que tem de ajudar a quebrar tabus sobre um assunto que, no seu entender, ainda é muito pouco falado. "Cerca de 800 mil pessoas morrem de suicídio a cada ano no mundo, sendo essa a segunda principal causa de morte em pessoas com idade entre 15 e 29 anos", escreveu, acrescentando que este é um cenário que se tem agravado por causa da pandemia e que é urgente debater. "Sinto que o momento que vivemos torna urgente que se fale de saúde mental e de depressão sem tabus. De um dia para o outro, passámos a contar contaminados e óbitos, ficámos sem liberdade como a conhecíamos, a viver uma insegurança em relação ao futuro e presos numa paranoia do presente. Pensar que isto não terá repercussões na saúde mental das pessoas é sermos muito ingénuos", concluiu a ceramista.
Mais sobre
artigos relacionados
Newsletter
topo