Antiga amante de Juan Carlos ameaça revelar segredos da coroa

Corinna Larsen terá escrito a Felipe VI garantindo revelar segredos de finanças e de ligações da casa real ao Centro Nacional de Inteligência.
Juan Carlos e a ex-mulher
Felipe VI e Letizia
Juan Carlos e a ex-mulher
Felipe VI e Letizia
31 jul 2020 • 20:12
Miguel Azevedo
Corinna Larsen, ex-amante de Juan Carlos, ameaçou revelar informações prejudiciais à Casa Real, informações essas sobre finanças e ligações íntimas da coroa ao Centro Nacional de Inteligência. A ameaça teria sido enviada por carta a Felipe VI, o atual rei de Espanha, mas este não terá cedido à chantagem.

Segundo o ‘El Mundo’, a referida carta, agora divulgada, data de 23 de abril de 2019, meses depois de o Supremo Tribunal de Espanha ter começado a investigar as relações de Corinna Larsen, de um advogado e de um gestor a fundos não declarados de Juan Carlos.

A carta teria sido, de resto, a resposta a uma outra datada de 21 de março, assinada por Felipe VI em que este teria ameaçado Corinna de a processar judicialmente caso ela insistisse em envolver o rei nas operações na Suíça.

Tudo isto terá, por sua vez, tido como ponto de partida o facto de o atual rei de Espanha ter negado a proposta de nomear um negociador secreto para falar com Corinna Larsen.

Ora a carta de Corina agora revelada termina com uma clara ameaça: "Se este pedido for rejeitado, Corina não terá outra opção que não seja deixar registado o que sabe na imprensa e sob juramento nas investigação na Suíça e em Espanha."

A verdade é que apesar dos esforços de Felipe VI para tratar este caso com a maior das discrições, o facto é que o pai continua a estar no olho do furacão.

Também no início desta semana, o jornal ‘El Confidencial’ noticiava que o rei emérito passou os primeiros dias de 2016 na Polinésia Francesa à conta da Fundação Zagatka, descrita pelo jornal como uma "sociedade instrumental do Liechtenstein controlada pelo primo Álvaro de Orleans e que foi usada durante anos pelo monarca para ocultar parte da fortuna no estrangeiro".

Desde 2018, Juan Carlos está a ser investigado por uma alegada comissão de 65 milhões por ter intermediado o negócio de adjudicação da construção do comboio de alta velocidade em Meca a empresas espanholas. O montante terá passado por contas de Corinna Larsen.
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