António Cordeiro doente sem trabalho nem dinheiro

Ator sofre de Paralisia Supranuclear Progressiva, uma doença degenerativa que não tem cura.
António Cordeiro
António Cordeiro
Foto: Sérgio Lemos
23 out 2018 • 01:30
João Bénard Garcia
O CM e a CMTV vão apoiar as iniciativas solidárias que visam angariar fundos para ajudar o ator António Cordeiro, que há alguns meses foi diagnosticado com uma Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP), uma doença degenerativa e sem cura. Um jantar solidário reunirá amigos dia 26 de outubro, pelas 20h00, no salão dos Bombeiros Voluntários de Sul e Sueste, no Parque Empresarial da Quimiparque, no Barreiro; e a 2 de novembro será a vez de artistas consagrados darem um concerto na Casa da Cultura da Quimiparque, pelas 20h00. Todas as informações estão disponíveis na página de Facebook ‘Solidariedade António Cordeiro’.

Em conversa com o CM, o ator, de 59 anos, reconhece que a doença o apanhou desprevenido "na curva da vida", mas garante sentir-se "cheio de projetos e de vontade de fazer coisas". Só que a sua realidade fisiológica é bastante diferente da sua vontade: "Não fiz nada de mal para que esta doença me acontecesse, fui apanhado por ela. Hoje, a minha história é viver cada dia como mais um e pensar como sobreviver". Os médicos não lhe deram "nem esperança, nem um prazo de vida", conta. "É deixar correr a ver quanto dura", diz ainda o artista, que vimos pela última vez em televisão na novela ‘Espelho d’Água’, da SIC, em 2017.

Questionado sobre se, antes de sofrer de PSP - que se assemelha a Parkinson e demência -, já tinha pensado na morte, António responde que sim, e que, para si, "a ideia de morrer é a de deixar de estar com quem mais importa".

O ator revela também que se informou muito bem sobre esta patologia, mas reconhece já ter esquecido tudo o que leu. "Acho que é preferível. Para mim, a coisa mais importante na vida é sentir este carinho dos familiares, dos amigos e dos fãs", diz, acrescentando: "Acredito que as pessoas me dão valor e me apoiam. Sinto-me apoiado pela CMTV e é uma sensação fantástica. Significa que esta casa é muito humana e que está disposta a apoiar os artistas que passam dificuldades", remata.
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