Ângelo Rodrigues fecha ciclo de sofrimento e perdoa mãe e irmã

O ator esquece episódios que o afastaram das origens e foca-se no futuro, que passa por ter mais protagonismo na TV.
Ângelo Rodrigues
Ângelo Rodrigues
21 dez 2019 • 10:01
André Filipe Oliveira
Um mal que veio por bem! Ângelo Rodrigues, de 32 anos, revela-se muito feliz por ter recuperado a união com a família, em especial com a mãe e os irmãos a tempo do Natal, um cenário que há cerca de quatro meses - quando deu entrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, na sequência de uma infeção generalizada na zona nas nádegas, devido à administração de testosterona - foi completamente descartado pelos médicos, que previam que passasse mais tempo internado.

Este episódio mudou para sempre a visão do galã da ficção nacional sobre o conceito da palavra família. "Fez diferença tê-los comigo. Por um lado, ainda bem que isto aconteceu porque foi a primeira vez que tive essa imagem, foi bonito. Foi comovente. De repente, tinha a minha família por perto. Não houve pedidos de desculpas, o mais urgente era a minha sobrevivência. Passa por olharmos de cabeça erguida para o futuro", revelou Ângelo em conversa com Cristina Ferreira.

Sem nunca especificar os momentos que o fizeram afastar das origens no Porto e quase cortar relações com a família, Ângelo mostra-se preparado para um futuro de maior afeto: "Há algumas pessoas que eu amo, mas torna-se difícil de verbalizar isso. Não havia carinho de abraços e beijos, era outro. A presença. Hoje em dia vivo em paz com isso. Somos uma réplica dos nossos pais. O meu modelo educacional foi esse, porque talvez tenha sido esse que os pais receberam. Estou a tentar mudar isso."

Com a família novamente unida, o ator está, agora, focado em recuperar o andar. A obsessão pela imagem, garantiu, já faz parte do passado. "Sempre cultivei o corpo para estar bem comigo. Era uma questão de autoestima", destacou, acrescentado que tal se deveu a episódios traumáticos durante a adolescência: "Era muito magrinho, não gostava de me ver ao espelho. Sofri bullying entre os 13 e 16 anos. Isso deixa marcas para o resto da vida. Com essa idade, não temos o desenvolvimento cognitivo necessário para enfrentar [essa violência]". 

Hoje, Ângelo descarta voltar às loucuras que cometeu no passado. "O desporto sempre esteve presente na minha vida. Devolveu-me a autoestima que eu não tinha. [A minha obsessão pelo ginásio] está muito mais relaxada. Percebo o que realmente interessa. O resto é maquilhagem, não interessa."

Além de ter recuperado a união da família, Ângelo ganhou um passaporte para o estrelato na SIC. Este sábado, 21, vai poder assistir ao telefilme ‘Golpe de Sorte: Um Conto de Natal’, que conta com a participação do ator: "É muito simbólico. Protegeram-me pelas limitações. Houve o cuidado de adaptar a história à minha mobilidade", disse.

O maior de todos os destaques ainda está por vir... A SIC vai emitir um doc-reality, que acompanha o dia a dia de Ângelo nos tratamentos de fisioterapia. "Não tive tempo para decidir se queria ou não. Posso de alguma forma servir de exemplo? Bora lá. É uma partilha construtiva", completou. A Consoada do ator vai ser junto da família em Lisboa, devido aos tratamentos de fisioterapia.
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