Bárbara: "Pensei que ele me ia matar"

Apresentadora da SIC chorou ao recordar drama.
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Bárbara e Carrilho: tensão no frente a frente
13 fev 2016 • 11:44
Rita Montenegro
Mais de dois anos depois, Bárbara Guimarães, 42 anos, sentou-se, ontem, em tribunal e, perante a juíza Joana Ferrer, relatou os momentos de terror e violência que diz ter vivido durante os últimos tempos de casamento com Manuel Maria Carrilho, de 64 anos. "Ele fica tão mau, virava um monstro quando me batia. É horripilante. Pensei que ele me ia matar. Tive a certeza de que ele era capaz disso", disse a apresentadora, que foi ouvida durante mais de quatro horas no Campus de Justiça, em Lisboa, e por diversas vezes não conteve as lágrimas. "Tinha vergonha. Custava-me muito assumir-me como vítima de violência doméstica", admitiu, frisando sentir medo do pai dos seus dois filhos. "Ele não vai parar enquanto não me destruir."

Em tribunal, Bárbara Guimarães garantiu que os episódios de violência se repetiam com o ex-marido a agredi-la com "murros, pontapés e apertões nos braços". "Uma vez, ele chamou-me ao sótão, virou- -me para as escadas e disse: ‘Estás a ver aqui estas escadas? Olha bem, vais por elas abaixo, bates na escultura do teu pai e eu e os teus filhos vamos rezar por ti’. E eu acredito nisto", relatou emocionada.

Com Manuel Maria Carrilho sentado atrás de si, na qualidade de arguido, a apresentadora da SIC assumiu ainda que temeu por Dinis, de 12 anos, e Carlota, de cinco. "Tive medo que ele pudesse fazer alguma coisa às crianças."

Questionada sobre o que motivava as "constantes discussões", Bárbara Guimarães disse: "Às vezes, eram por ciúmes. Um dia, depois de apresentar um programa com o Paulo Futre, ele disse-me: ‘Já andaste a fornicar com o Futre’." A apresentadora deixou ainda claro: "O meu casamento nunca foi perfeito."

Juíza rejeita provas
Joana Ferrer questionou Bárbara Guimarães pela inexistência de queixas e provas periciais médicas que sustentem a tese de violência doméstica. "É a primeira vez que me encontro com uma coisa insólita: perícias a fotografias. Fiquei boquiaberta. Para mim, as fotografias valem zero", disse a juíza, referindo-se ao facto de a apresentadora, durante os anos que disse ter sido alvo de maus-tratos, não ter apresentado queixa.

SIC defende Bárbara no caso de violência
Ao longo das próximas audiências, mais de 70 testemunhas irão passar pelo tribunal. Do lado de Bárbara Guimarães, Júlia Pinheiro e a diretora de produção da SIC Gabriela Sobral serão ouvidas.

Filho é testemunha de Manuel Maria Carrilho
Manuel Maria Carrilho arrolou diversas testemunhas, como é o caso de Eduardo Cintra Torres e Maria de Belém. Também o filho, de 12 anos, irá testemunhar a seu favor.
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