Bonnie Tyler: "Quem nasce em Portugal está abençoado"

A cumprir confinamento no Algarve onde tem casa, a cantora de 69 anos fala à ‘Vidas’ da sua relação com Portugal e do seu novo disco.
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler
04 mar 2021 • 14:33
Miguel Azevedo
É sabido que a Bonnie Tyler tem uma relação especial com Portugal e uma casa em Albufeira, mas esta pandemia obrigou-a a passar o último ano em permanência no nosso país. Como é que tem sido este tempo?
Eu e o meu marido fomos uns sortudos [risos]. Viemos para o Algarve em março do ano passado para uma semana de férias e, por causa da pandemia, fomos ficando. É a primeira vez desde os meus 17 anos que não trabalho [risos]. Até aproveitei para fazer coisas que nunca tinha feito, como aprender a nadar. Foi preciso chegar aos 69 anos para perder o medo da água [risos].

Para quem está habituada a andar a atuar pelo mundo, não deve ser fácil estar fechada em casa!
Sim. É a primeira vez na minha vida que sou dona de casa [risos]. Já tenho saudades da minha família, dos palcos, dos fãs e da minha banda, mas a verdade é que se estivesse na minha casa, no País de Gales, também não podia ver ninguém porque não é permitido. Aqui sempre posso sair para o exterior e apanhar sol. Eu tenho várias propriedades espalhadas pelo mundo, mas Portugal é, sem dúvida, o meu local preferido. Nunca me canso de aqui estar. Costumo dizer aos meus amigos portugueses que são abençoados por terem nascido em Portugal. É um dos países mais bonitos do mundo.

Mas como é que nasceu essa relação com Portugal e com o Algarve?
Eu apaixonei-me pelo Algarve em 1977. Na altura estava em estúdio a gravar um novo disco e um dia decidimos tirar um período de descanso. Aluguei duas casas em Vale de Lobo e passámos um tempo maravilhoso, eu e a minha banda. O Algarve era bastante diferente mas há coisas que nunca mudaram, como as praias, o clima, a comida e as pessoas. Por isso, quando em março do ano passado percebi que ia ficar no Algarve mais do que uma semana, por causa da pandemia, olhei para o meu marido e disse-lhe: ‘Olha que belo sítio para confinar!’ [risos]

Mas como é a sua vida por cá?
Na verdade eu não saio muito. De vez em quando vou ao Centro Comercial ou ao supermercado, mas geralmente é o meu marido que faz as compras.

E a Bonnie já fala português?
[Risos] Não, porque as pessoas, por simpatia, acabam sempre a falar inglês comigo. Mas confesso que já tentei aprender português online e fico sempre muito confusa por causa dos femininos e masculinos. É difícil.

Quando em 2019 editou ‘Between the Earth and the Stars’ disse que aquele disco não estava nos seus planos. A verdade é que agora está a lançar mais um: ‘The Best Is Yet To Come.’ A Bonnie ainda está longe da reforma!
É verdade aquele disco em 2019 foi uma surpresa, mas quando comecei a trabalhar com o David Mackay, com quem já tinha trabalhado nos anos 70, as coisas surgiram, mesmo depois de termos estado 40 anos afastados. Apareceu, entretanto, uma editora interessada e fizemos um acordo para três discos. E já tenho as canções para o próximo. O que posso dizer é que este álbum deu-me um gozo enorme.

A Bonnie tem uma das mais icónicas vozes da história! Como é que se mantém essa voz aos 69 anos!
Eu tenho muitos cuidados. Tenho, por exemplo, um ‘personal trainer’ da voz chamado James Windsor com que faço exercícios três vezes por semana ao telefone. O minha voz é o meu instrumento e claro que tenho de a preservar. Eu até acho que ela está mais forte do que nunca.
Mais sobre
artigos relacionados
Newsletter
topo