Bruno Nogueira comovido com sucesso: "Nunca tive uma família tão grande como agora"

Humorista fez uma reflexão sobre o fim de 'Como É Que o Bicho Mexe'
Bruno Nogueira
Bruno Nogueira
Foto: Instagram
19 mai 2020 • 11:19
Bruno Nogueira usou o Instagram para fazer uma reflexão sobre a rubrica que criou no Instagram, 'Como é que o bicho mexe' e que fez sucesso no Instagram nos últimos dois meses. 

"O pudor de escrever sobre dias bonitos tem razão de ser: nunca ficará à altura. A alegria esconde-se disto tudo, e resiste a ser trocada por palavras. É acto falhado. É portanto teimosia minha correr esse risco, e tentar. Quando saí de casa para festejar o último episódio do "Como é que o bicho mexe" na rua, nunca imaginei que quando voltasse à cama estaria do avesso. Havia coisas programadas para o fim, mas pouco ou nada para o percurso. Tudo o resto era incógnita. A tal incógnita fez-se primavera e deu-me a melhor maneira que tinha de vos dizer até já: ver-vos e ouvir-vos. Tantos, e tão generosos. E quando precisava de descer uns furos à terra, olhava para o lado e estava lá o Miguel, amigo desde que eu tinha 18 anos e tentava com tudo ter voz própria, que me acompanhou de mota no trajecto todo até ao Coliseu, e pensava no espanto que a vida ainda sabe dar", disse, referindo-se ao último episódio, que decorreu na sexta-feira, dia 15 de maio e que foi visto por mais de 170 mil pessoas.

"Juntar pessoas boas e com talento é ainda e cada vez mais o que me faz sentir a alegria dos dias bons. Por isso e por muito mais, obrigado ao Albano, à Beatriz, à Inês, à Mariana, à Jéssica, ao Nuno, ao Ljubomir, ao Salvador, ao Quadros e ao Manzarra. Que bom que foi ter-vos em minha casa estes dias todos. Obrigado por subirem a parada, por acreditarem e confiarem. Ao Markl e ao Filipe agradeço acima de tudo a amizade e a irmandade que finta o sangue. O salto para o escuro que aceitam dar, mesmo sem saberem de que é feito o chão. Por fim, esta foi a minha vista durante os dois meses em que fiz o Bicho no escritório. É uma videira com décadas de vida, oferecida pelo meu pai. Começou a dar folha nos primeiros directos, hoje já está cheia de promessas de uvas. Ela lá sabe o que faz".

O humorista aproveitou ainda para agradecer todo o apoio e as homenagens que lhe têm sido feitas. "Estou agora sentado na cadeira que teima em chiar, com o copo de vinho de sempre, mas sem amigos para brindar. Enquanto ouvia na sexta-feira as mais comoventes manifestações de agradecimento que alguma vez tive até hoje, pensava na ironia disto tudo, e no quanto me ofereceram também vocês que estiveram sempre às 23h a brindar comigo. Este escritório nunca esteve tão vazio, mas deixem que vos confie um segredo: nunca tive uma família tão grande como tenho agora.Obrigado a todos. E acreditem: vai mesmo correr tudo bem".

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O pudor de escrever sobre dias bonitos tem razão de ser: nunca ficará à altura. A alegria esconde-se disto tudo, e resiste a ser trocada por palavras. É acto falhado. É portanto teimosia minha correr esse risco, e tentar. Quando saí de casa para festejar o último episódio do "Como é que o bicho mexe" na rua, nunca imaginei que quando voltasse à cama estaria do avesso. Havia coisas programadas para o fim, mas pouco ou nada para o percurso. Tudo o resto era incógnita. A tal incógnita fez-se primavera e deu-me a melhor maneira que tinha de vos dizer até já: ver-vos e ouvir-vos. Tantos, e tão generosos. E quando precisava de descer uns furos à terra, olhava para o lado e estava lá o Miguel, amigo desde que eu tinha 18 anos e tentava com tudo ter voz própria, que me acompanhou de mota no trajecto todo até ao Coliseu, e pensava no espanto que a vida ainda sabe dar. Juntar pessoas boas e com talento é ainda e cada vez mais o que me faz sentir a alegria dos dias bons. Por isso e por muito mais, obrigado ao Albano, à Beatriz, à Inês, à Mariana, à Jéssica, ao Nuno, ao Ljubomir, ao Salvador, ao Quadros e ao Manzarra. Que bom que foi ter-vos em minha casa estes dias todos. Obrigado por subirem a parada, por acreditarem e confiarem. Ao Markl e ao Filipe agradeço acima de tudo a amizade e a irmandade que finta o sangue. O salto para o escuro que aceitam dar, mesmo sem saberem de que é feito o chão. Por fim, esta foi a minha vista durante os dois meses em que fiz o Bicho no escritório. É uma videira com décadas de vida, oferecida pelo meu pai. Começou a dar folha nos primeiros directos, hoje já está cheia de promessas de uvas. Ela lá sabe o que faz. Estou agora sentado na cadeira que teima em chiar, com o copo de vinho de sempre, mas sem amigos para brindar. Enquanto ouvia na sexta-feira as mais comoventes manifestações de agradecimento que alguma vez tive até hoje, pensava na ironia disto tudo, e no quanto me ofereceram também vocês que estiveram sempre às 23h a brindar comigo. Este escritório nunca esteve tão vazio, mas deixem que vos confie um segredo: nunca tive uma família tão grande como tenho agora. Obrigado a todos. E acreditem: vai mesmo correr tudo bem.

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