Cabeleireira de famosos suspeita de fraude

Autoridade Tributária fala em evasão fiscal e branqueamento.
Inês Pereira
Inês Pereira
Foto: Direitos Reservados
13 dez 2018 • 01:30
Tânia Laranjo
A cabeleireira dos famosos, Inês Pereira, e a filha com o mesmo nome, gestora do grupo, são arguidas por fraude fiscal e branqueamento de capitais.

As buscas feitas aos vários cabeleireiros do Grande Porto, que são frequentados por várias figuras do jet-set portuense, como a relações-públicas Cláudia Jacques, levaram os inspetores das Finanças a apreender vários computadores e documentos diversos que foram encontrados nos salões ‘visitados’ na terça-feira pelas autoridades.

Sabe o CM que estão em causa os últimos cinco anos de atividade dos cabeleireiros - são seis, todos no Grande Porto. O inquérito foi aberto apenas em 2017, mas as autoridades estimam fugas fiscais no valor de milhões de euros. Nos mandados de detenção não foi quantificado o valor da fraude, que envolve o não pagamento de impostos.

Outra das suspeitas é que o grupo, com mais de 100 colaboradores, tinha uma faturação paralela. O jet-set que frequentava os espaços pagava em dinheiro, que não era faturado, e que depois era canalizado para um empresa offshore que tinha sido criada pela família.

Além das duas arguidas, também a empresa foi constituída arguida, bem como outros familiares que foram usados como testas de ferro.

Ao CM, a filha de Inês Pereira desvalorizou a investigação do DIAP e chamou-lhe "fiscalização". Disse depois que as acusações não eram verdadeiras, "até prova em contrário".
Mais sobre
Newsletter
topo