Carrilho desmente Bárbara em julgamento de violência doméstica

Caso novamente julgado em Lisboa. Bárbara esteve ausente do tribunal por se encontrar a lutar contra um cancro da mama.
Manuel Maria Carrilho
Manuel Maria Carrilho
Foto: Duarte Roriz
31 jan 2019 • 01:30
Recomeçou esta quarta-feira o julgamento do caso em que Bárbara Guimarães acusa Manuel Maria Carrilho de violência doméstica, depois de o Ministério Público ter recorrido da sentença que absolveu o antigo ministro da Cultura.

Em causa estava um novo dado para o processo, em que a apresentadora da SIC garantia que o ‘ex’ a tinha ameaçado de morte em frente aos filhos e dito que a atirava das escadas da casa onde viviam, em Lisboa.

No entanto, na primeira sessão, no Campus de Justiça, em Lisboa, a defesa de Carrilho apresentou provas que contrariam o depoimento de Bárbara e mostram que, na data em que a apresentadora garante terem acontecido as ameaças [14 de setembro de 2013], os dois não estavam em Lisboa, mas num casamento em Viseu.

Tal foi garantido pelo irmão e sobrinho do ex-ministro, que testemunharam. "O que está em julgamento é um facto ocorrido em Lisboa. O que se pretende provar é que nem a assistente nem o arguido estavam em Lisboa no dia 14 de setembro de 2013", disse o advogado de Carrilho.

À saída da audiência, que demorou menos de um hora, o ex- -político mostrou-se satisfeito. "Estive sempre confiante", garantiu aos jornalistas.

Bárbara Guimarães não compareceu, tendo sido representada pelo novo advogado, José António Pereira da Silva. O defensor da estrela de TV aceitou as provas apresentadas, mas mostrou-se revoltado com a exposição a que os filhos da sua cliente têm sido sujeitos. "Estas crianças estão a ser vítimas de uma violência fortíssima. O pai que expõe o filho e que o põe em direto a falar tem responsabilidade. Nunca vi a minha constituinte fazer isso", referiu.

Na manhã que antecedeu a audiência, Bárbara utilizou as redes sociais para assinalar o 15º aniversário do filho, Dinis. "Os últimos tempos têm sido difíceis. Amor e Ternura, sempre presentes! Assim como a Alegria e o Sorriso. Parabéns, meu Anjo", escreveu como legenda da imagem em que surge sem peruca, pela primeira vez, desde que está a lutar contra um cancro da mama.

As alegações finais são a 22 de fevereiro e a leitura da sentença decorre a 8 de março.
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