Catarina Cabral: "Nunca me arrependo do que faço”

Foi a primeira mulher a vencer um ‘Big Brother’ nacional, mantém a serenidade que foi a sua imagem de marca.
Catarina Cabral tem 30 anos   e tinha 21 quando venceu a terceira edição do ‘BB’. Nove anos passados é dentista
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Foto: Tiago Sousa Dias
25 mar 2010 • 08:38

Foi a primeira mulher a vencer um ‘Big Brother’ nacional, mantém a serenidade que foi a sua imagem de marca. Surpreendemos a jovem açoriana na clínica de saúde oral dos famosos. Anima-se a falar do trabalho de dentista, já do concurso fala com desprendimento.

– Como é que desaparece como vencedora do ‘Big Brother III’ e reaparece como dentista?

– Tirei o curso de Higiene Oral na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e há quatro anos que trabalho com o dr. Miguel Stanley. Quando o concurso terminou, já lá vão nove anos, voltei aos Açores, de onde sou natural e onde estudava Engenharia Química, mas acabei por pedir transferência de curso. Vim para Lisboa e formei-me, comecei a trabalhar e aqui estou.

– Houve outras mudanças relacionadas com o concurso?

– Nem por isso. O concurso foi uma experiência importante, mas não determinante. A nível pessoal, Engenharia Química e Higiene Oral nada têm em comum, mas ainda fui a tempo de ver que não estava no curso certo e, hoje, sinto-me realizada.

– Recorda o concurso como uma experiência positiva ou negativa?

– O percurso, antes e depois de uma experiência desta natureza, somos nós que o traçamos. Aproveita-se o que há para aproveitar e mais nada. De resto, a vida é a mesma e, no meu caso, as prioridades também. Teria feito o mesmo com ou sem concurso. O destino somos nós!

– Deixar o anonimato foi difícil?

– Tudo o que fiz foi com consciência. E, para isso, contei muito com a ajuda dos meus pais que foram pilares fundamentais na minha educação. Nunca me senti desamparada e também por isso tive um percurso exemplar e consciente.

– Voltava a fazer tudo outra vez?

– Não com esta idade e esta vida. Mas, naquela altura e naquela circunstância, sem dúvida. Não só não me envergonho como não me arrependo do que faço. 

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