Demi Lovato revela trauma: "Disney vigiava o que eu comia”

A cantora revela que a pressão que sofreu às mãos da empresa foi o motivo porque, mais tarde, começou a consumir drogas.
Demi Lovato
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19 jul 2020 • 13:52
Dias depois de Scarlett Johansson denunciar publicamente as pressões de que foi alvo em Hollywood para manter uma silhueta elegante, agora é a vez de Demi Lovato levantar a sua voz contra a Disney, que responsabiliza pelo agravamento dos seus distúrbios alimentares.

Em entrevista à revista ‘Bustle’, a cantora, de 27 anos, confessou que quando se tornou estrela da Disney - foi protagonista de ‘Camp Rock’ (2008) e ‘Sunny Entre as Estrelas’ (2009) - a empresa contratou uma pessoa para a acompanhar nas sessões de fotografias promocionais, de forma a garantir que ela não comia nada.

"Na noite antes da sessão colocavam alguém atrás de mim para se certificar que eu não comia nada, para não correrem o risco de no dia seguinte estar inchada", explicou a atriz, que na altura era uma adolescente.

Demi afirma ainda que este controlo estava "terrivelmente normalizado" dentro da empresa e ninguém achava estranho. Mas a cantora e atriz assegura que foi a pressão que a Disney exerceu sobre ela que agravou os seus distúrbios alimentares e que, mais tarde, a levou a consumir drogas.

A artista diz que foi graças à terapia que conseguiu ultrapassar estes transtornos. Falar abertamente sobre a sua experiência foi parte do tratamento.

Hoje em dia, Demi diz que tem uma relação saudável com o seu corpo. "É um mundo completamente diferente. Nem sequer me preparo para as sessões de fotos. E se me apetecer comer uma sanduíche no Subway como!", sublinha.

Maldição da Disney

Demi Lovato não é a única que tem más recordações dos tempos em que trabalhava para a Disney. Selena Gomes, Miley Cyrus, Lindsay Lohan e Britney Spears também se queixaram da pressão que sofreram às mãos da empresa e dos problemas que isso provocou anos mais tarde.

Depressão, álcool e drogas são apenas algumas das consequências.

O caso de Lee Thompson Young foi o mais extremo, com o jovem de 29 anos a cometer suicídio.
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