"Depois de nove meses de luta voltei a viver": Marco Paulo quebra o silêncio

Cantor finalizou esta quarta-feira os tratamentos de radioterapia contra o cancro da mama.
Marco Paulo
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24 set 2020 • 01:30
Miguel Azevedo
Foram meses de angústia, preocupação e dor, mas também de esperança, fé e confiança. Marco Paulo fez esta quarta-feira a última sessão de radioterapia no Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, colocando assim um ponto final em nove meses de tratamentos por causa de um cancro da mama. "Ouvir os médicos darem-me alta e dizerem-me que só me querem voltar a ver daqui a um ano, é uma vitória enorme", começa por dizer ao CM. "Depois de nove meses de luta é como voltar a viver", desabafa o cantor, que não poupa agora elogios a toda a equipa médica que o acompanhou ao longo do tempo de recuperação. "A minha vida esteve nas mãos deles e, por isso, foi emocionante despedir-me de médicos e enfermeiros."

Recorde-se que Marco Paulo viu ser-lhe diagnosticado um cancro na mama direita no início do ano, o que o levou de imediato a uma intervenção cirúrgica. "Tinha um tumor com três caroços, que já estavam a chegar à axila. Fui operado e tive de tirar oito gânglios", lembra o cantor, que teve depois de fazer dois períodos de quimioterapia e, mais recentemente, realizar 28 sessões de radioterapia. "Em alguns momentos tive medo, mas sempre fiz por encarar tudo isto de forma positiva", confidencia.

Vinte e cinco anos depois de ter enfrentado o primeiro cancro na zona abdominal, o cantor de ‘Maravilhoso Coração’ volta assim a vencer a doença que em 1996 lhe levou os tão característicos caracóis. "Da outra vez o cabelo caiu e nasceu liso, agora veio branco, mas nem sequer vou pintá-lo. As pessoas dizem que me fica bem assim e eu vou assumi-lo", revela Marco Paulo, que agora vai voltar a dedicar-se por inteiro à música. "Tenho já algumas músicas novas escolhidas que preciso de mostrar à editora, mas se eu gosto, já sei que o meu público também vai gostar."

"Tive medo da morte"
Bárbara Guimarães também falou da luta contra o cancro da mama. "Tive medo da morte", disse, emocionada, recordando como ficou debilitada. "O que me custou mais não foi cair-me o cabelo, as sobrancelhas, as unhas […]. Foi o cansaço. A pessoa não consegue subir quatro degraus". Os filhos, Dinis, de 16 anos, e Carlota, de nove, e a restante família foram essenciais. "Este é um processo onde nunca podemos estar sozinhos. Foi uma superação para todos. Não sou só eu que tenho cancro. As pessoas à minha volta também têm."
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