Dolores Aveiro perdoa madrasta que a maltratou

A mãe de Cristiano Ronaldo despediu-se da mulher que a criou, após a morte da mãe.
Dolores Aveiro
Ângela, madrasta de Dolores Aveiro, morreu no dia 19 de janeiro
Ângela, madrasta de Dolores Aveiro, morreu no dia 19 de janeiro
Dolores Aveiro
Ângela, madrasta de Dolores Aveiro, morreu no dia 19 de janeiro
Ângela, madrasta de Dolores Aveiro, morreu no dia 19 de janeiro
22 jan 2020 • 10:37
Dolores Aveiro perdeu a madrasta, no passado domingo, dia 19 de janeiro.

De luto, a mãe de Cristiano Ronaldo, de 65 anos, despediu-se de Ângela, que morreu aos 92 anos, com palavras emotivas, depois de uma vida marcada por momentos dolorosos ao lado da madrasta, que a maltratou na infância.

Aos cinco anos Dolores Aveiro ficou sem mãe, Matilde, que tinha 37 anos.  Acabou por ir para um orfanato de freiras, onde passou por uma fase muito difícil, na companhia da irmã Laurentina, na altura com quatro anos. Dolores foi assim afastada dos outros irmãos, Florentina, de três anos, e Jorge, de novo meses.

"Tinha saudades da minha mãe, sentia a falta do meu pai e dos irmãos", conta Dolores, no livro 'Mãe Coragem', que garante que essa dor se transformou "num comportamento que as freiras consideravam deplorável".

Dolores recorda o pior que viveu na instituição, onde recebia castigos. "Um dos piores dias no orfanato foi quando conheci a nova mulher do meu pai. Não queria acreditar que a minha mãe tinha substituída".

Dolores acabou por regressar a casa pelo comportamento rebelde e de desobediência que insistia em ter no orfanato, e voltou para os cuidados do pai, que na altura passou a estar acompanhado da madrasta.

Mas, mesmo de novo no conforto do lar, Dolores enfrentou um grande sofrimento. O pai, José, obrigava-a a chamar mãe à madrasta, algo que Dolores não conseguia fazer. Como se não bastasse, Ângela não se revelava maternal e batia-lhe quando algo corria mal, mesmo sem certeza se Dolores tinha culpa na situação.

A madrasta chegou a bater-lhe com um fio de electricidade no corpo, com golpes sem fim. "Bateu com mais força, como se os gritos a suplicar que parasse lhe dessem vontade de bater mais", recorda Dolores.

Dolores Aveiro mostrou perdoar a madrasta no dia que morreu, ao publicar um texto emotivo nas redes sociais onde, apesar de tudo, agradeceu-lhe por ter ajudado a criá-la. "Hoje especialmente e de todo o meu coração presto a minha humilde e agradecida homenagem a esta mulher que mal ou bem ajudou-me a criar a mim e aos meus irmãos após a morte da minha querida e amada mãe", disse a matriarca do clã Aveiro.
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