Empresários arriscam prisão no Brasil

Em causa está o pagamento das pensões de alimentos definidas pelo Tribunal de São Paulo.
António da Silva Rodrigues, comendador
António da Silva Rodrigues, comendador
Foto: Direitos Reservados
10 jul 2019 • 01:30
Manuel Jorge Bento
O comendador António da Silva Rodrigues, patrão da Simoldes e um dos homens mais ricos de Portugal, e o empresário Miguel Júdice arriscam a prisão civil no Brasil caso não paguem as pensões de alimentos aos filhos, no âmbito de processos de paternidade resultantes de relações que tiveram com mulheres brasileiras.

O Tribunal de São Paulo determinou que o dono do grupo Simoldes, de Oliveira de Azeméis, tem de pagar três das prestações em atraso, após ter sido reconhecido como pai de Álvaro, de dez anos, apesar de não ter realizado os testes de ADN solicitados pelas justiças portuguesa e brasileira.

Contactada pelo CM, Amanda Carvalho refere apenas que "chegou ao fim esta batalha, falta agora que a decisão seja cumprida".

Já a Miguel Júdice foi decretada, a 18 de junho, a prisão civil "pelo prazo de um mês ou até o pagamento do débito alimentar", devido à filha, Maria Valentina, de nove anos.

A pensão mensal ultrapassa os 1500 euros e, diz a advogada Regina Manssur, "o valor total em dívida é de 400 mil reais, cerca de 100 mil euros". Andreia Vieira, antiga namorada do administrador da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, diz ao CM que quer "apenas que se cumpra a determinação da Justiça nesta luta pelos direitos da menina".

"Ainda acredito que haja acordo", afirmou a advogada.
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