‘Ex’ e cúmplice de Jeffrey Epstein detida por recrutar jovens para serem violadas

Socialite está acusada de recrutar jovens para serem violadas pelo magnata na sua mansão de Manhattan.
Ghislaine Maxwell
Jeffrey Epstein
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03 jul 2020 • 01:30
Vânia Nunes
A ex-namorada e amiga de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, foi detida esta quinta-feira. A mulher de 58 anos foi apontada como uma das principais cúmplices do magnata norte-americano, acusado de abusos sexuais a menores. A informação, avançada pelo ‘The New York Times’, adianta que a britânica terá tido um papel fundamental no recrutamento de jovens, algumas com apenas 14 anos, para serem abusadas pelo empresário e outros homens que pertenciam à rede de tráfico sexual.

Maxwell foi detida em New Hampshire, nos Estados Unidos, quase um ano depois de Epstein ter sido acusado de abusar de dezenas de jovens na sua mansão em Manhattan, entre 2002 e 2005. De acordo com a acusação, o magnata pagava-lhe para ter massagens, que, regra geral, terminavam em relações sexuais. No entanto, nunca chegou a ser julgado, uma vez que em agosto de 2019 se suicidou na prisão.

Na altura, os responsáveis pela investigação garantiram que os trabalhos iriam continuar, focando-se nos cúmplices, sendo outro dos nomes falados o do príncipe André de Inglaterra.

De acordo com várias menores abusadas, Maxwell, conhecida entre elas como “a madame”, era uma verdadeira “confidente” de Epstein. “Ela orquestrou tudo para Jeffrey Epstein”, disse Sarah Ransome, uma das vítimas.

“A maneira como eles agiam dava a entender que eram como autênticos parceiros num qualquer negócio”, desvendou Jansz Banasiak, uma das responsáveis pela mansão do milionário.

Namoro começou após morte do pai
Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein começaram a namorar em 1992, depois de a socialite se mudar de Inglaterra para Nova Iorque após a morte do pai, Robert Maxwell.
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