João Braga responde à polémica sobre comentário homofóbico

“Podem crucificar-me à vontade”, disse o artista.
01 mar 2017 • 01:30
Rita Silva Resendes
Um comentário de João Braga à cerimónia dos Óscares, no Facebook, incendiou as redes sociais. "Agora basta ser-se preto ou gay para ganhar Óscares", escreveu o fadista português.

As críticas e os insultos começaram a surgir, mas João Braga garante que não vai eliminar o post. "Podem crucificar-me à vontade. Estão a fazer muito barulho para nada. Não sabia que chamar gay a um gay e preto a um preto era ofensivo", afirmou o fadista ao CM, continuando: "É disparate. Nunca pensei que o meu desabafo ganhasse estas proporções".

Sobre a intenção do texto, o fadista, de 71 anos, esclareceu que não é homofóbico ou racista e disse que, no seu entender, a partilha foi tirada do contexto. "Transformaram a cerimónia dos Óscares num comício político. Falaram mais de Trump do que da sétima arte. Neste post, estava a referir-me ao ator Spike Lee, que o ano passado falou de uma discriminação racial nos Óscares", frisou, acrescentando: "Tenho imensos amigos de todas as opções sexuais. Não quis ofender ninguém".

Em relação aos comentários depreciativos, o artista garante que serão eliminados. "A maioria das pessoas que me insultou é de esquerda. Antes de os bloquear, vi as respetivas contas no Facebook".

Até esta terça-feira, o comentário de João Braga contava com mais de 800 comentários e 400 partilhas.
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