"Fui destratada sem o mínimo de compaixão": Judite de Sousa triste após entrevista

Jornalista refere-se a um “alegado programa de humor”, que usou uma entrevista sua, e também ao próprio “ambiente de trabalho”.
Judite Sousa com o filho, André Sousa Bessa, que morreu em 2014
Judite Sousa com o filho, André Sousa Bessa, que morreu em 2014
Foto: Direitos Reservados
24 jun 2022 • 01:30
Vânia Nunes
Indignada com a indiferença com que tem sido tratada por parte de amigos e colegas de trabalho desde que marcou presença no programa de Manuel Luís Goucha, onde se emocionou ao falar sobre o filho que morreu há quase oito anos, Judite Sousa deixou um desabafo. "Nas últimas semanas, e num programa de televisão, uma mulher esteve 50 minutos a chorar compulsiva mente sobre a morte do seu único filho. Junto dos que me são mais próximos não recebi nenhuma mensagem de empatia", começou por escrever, expondo a mágoa que sente.

"Fui destratada sem o mínimo de compaixão, a começar num alegado programa de humor [‘Extremamente Desagradável’, na Rádio Renascença, de Joana Marques] e a acabar no meu ambiente de trabalho. E não me venham dizer que me vitimizo. Uma mãe e um pai que perdem um filho não se vitimizam. São, por natureza da tragédia, vítimas. Para sempre", partilhou.

O texto da jornalista da CNN serviu para "agradecer publicamente" os elogios que o escritor Luís Osório lhe teceu. "Uma pessoa que nunca me viu, que só me conhece da televisão, escreveu sobre o meu ‘inferno’. Obrigada, Luís."

André Sousa Bessa, recorde-se, morreu a 29 de junho de 2014, aos 29 anos, na sequência de um acidente que sofreu numa piscina. O CM tentou obter uma reação de Judite Sousa durante esta quinta-feira, sem sucesso.
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