Gustavo chora atropelamento de Sôtor

Cão do apresentador do 'Queridos Mudei a Casa' da TVI ficou ferido com gravidade. Condutor fugiu.
Gustavo Santos
Gustavo Santos
Foto: Cofina/DR
05 jan 2016 • 11:30
O apresentador do programa 'Queridos Mudei a Casa' está em choque. O seu cão, Sôtor, foi atropelado esta noite e ficou ferido com alguma gravidade. O condutor do carro envolvido no acidente não parou e deixou o cão a sofrer deitado na estrada. "Cheguei até ele dez segundos depois de ouvir o som da chapa no seu corpo. Ajoelhei-me no alcatrão, indiferente à chuva e ao passar de outros carros, e fotografei uma imagem que dificilmente irei esquecer. O seu medo. O nosso medo. Pensei que o ia perder ali, nos meus braços", recorda o apresentador e 'motivador', que está devastado com o acidente que envolveu o seu o seu cão, que trata como "filho".

O cão continua internado, a recuperar dos ferimentos. Gustavo assume que parte da culpa do acidente é sua porque deixa o cão andar sem trela. Mas apesar do que aconteceu, que podia ter provocado a morte de 'Sôtor, Gustavo garante que vai continuar a deixar o animal a viver de forma "livre".

Leia a declaração que Gustavo Santos partilhou no seu perfil de Facebook: "O Sôtor foi atropelado a noite passada. O condutor não parou, seguiu como se tivesse passado por cima de uma pedra ou de um pau. Nem uma coisa nem outra.Era uma vida. Era o meu filho. E todas as vidas, sejam elas quais forem, merecem respeito e dignidade. Encontrei-o hirto na beira da estrada, abandonado como se não fosse nada. Olhos arregalados e a latir como se previsse o fim do seu mundo. Cheguei até ele dez segundos depois de ouvir o som da chapa no seu corpo. Ajoelhei-me no alcatrão, indiferente à chuva e ao passar de outros carros, e fotografei uma imagem que dificilmente irei esquecer. O seu medo. O nosso medo. Pensei que o ia perder ali, nos meus braços. Mas não. Aguentou o caminho até ao hospital. Passei bermas, inventei faixas de rodagem, voei por entre a chuva e o trânsito, mas aguentou. Chegou adormecido, a reagir cada vez menos, mas ainda ele. Já o esperavam. E foi tratado como a vida que é. Os humanos também sabem amar. Foi bonito ver tanta gente ao seu redor, a ampará-lo, a testá-lo e a animá-lo. Comoveu-me tanto amor por ele. E é por isso que gosto das pessoas e irei sempre gostar.As pessoas são lindas quando respeitam a sua essência.Ficou internado.Assumo a minha responsabilidade por escolher deixá-lo ser livre e por, por isso mesmo, poder viver o risco de isto acontecer. Aconteceu. Mas para mim isto é o amor. É a minha forma de amá-lo. Mil vezes libertá-lo e confiar nele do que amarrá-lo a vida toda a uma trela com medo que lhe aconteça alguma coisa.Fiz o que pude. Chorei muito, mas estou sereno comigo. Terei de estar ainda mais atento para a próxima e afinar um ou outro limite. O trabalho é meu. A responsabilidade é minha. Mas ele continuará livre. A vida mostra-nos todos os dias como é importante estar em amor, dizer tudo o que pensamos e fazer tudo o que sentimos. É que de um momento para o outro, passam-nos por cima ou por cima de alguém e tudo fica a meio e só fica a culpa. Se o pior tivesse acontecido, todo o sofrimento seria atenuado pela convicção de que o amei até ao fim, que não houve conversas por ter, mimos nem passeios por dar. Sobreviveu.  Temos o resto da vida pela frente. E continuaremos livres, pois essa é a forma de agradecer o facto de ainda cá estarmos."
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