Helena Coelho: "Foi um preço alto, mas valeu a pena"

Helena Coelho abdicou de três gravidezes para manter vivas as Doce. Nos anos 80, a cantora fez três abortos. Garante que ninguém a obrigou a nada
Helena Coelho tem 47 anos, é manager das Docemania, produtora e também actriz
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Foto: Paulo Espadanal
23 abr 2010 • 08:38

Helena Coelho abdicou de três gravidezes para manter vivas as Doce. Nos anos 80, a cantora – hoje actriz e também produtora, de 47 anos – fez três abortos. Garante que ninguém a obrigou a nada, diz que nunca se fez de vítima e explica que os filhos compreendem o que fez.

- É verdade que fez três abortos para salvar as Doce?

- Sim é verdade, mas quantas mulheres não fazem abortos!

- Arrepende-se de os ter feito?

- Não, eu só me arrependo do que não fiz. Aquilo que fiz eu assumo.

- Foi mesmo inevitável fazê-los?

- Sim, mas nunca os fiz de ânimo leve. Um aborto marca sempre. Eu sofri muito e por isso não gosto de recordá-los.

- Foi um preço muito alto, esse que teve de pagar pelas Doce?

- Foi um preço alto, mas valeu a pena. Fiz o que tinha a fazer. Não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Eu sempre fui uma pessoa muito bem resolvida com a vida e nunca me fiz de vítima.

- Fez esses abortos por iniciativa própria, por imposição ou por sugestão de alguém?

- Foram todos por iniciativa minha. Nunca ninguém me obrigou a nada e nunca foi do meu feitio culpar outros pelos meus actos.

- Também a Teresa Miguel afirmou ter feito um aborto pelas Doce. Isso nunca causou mal-estar no seio da banda?

- Não. O final das Doce foi um final normal, como acontece com tantas outras bandas. Ao fim de oito anos, fechou-se um ciclo. Ninguém é culpado.

- A Helena tem hoje dois filhos. Eles sabem do que fez?

- Claro. Tenho dois filhos espectaculares, com 15 e 25 anos, que sabem tudo da minha vida. E compreendem aquilo que fiz.

- Hoje, quando olha para as Docemania, banda da qual é manager, sente saudades daquele tempo?

- Não. No início chorava ao vê-las, mas não era de saudosismo, era de ternura, porque sentia-me um pouco mãe delas. Só sinto saudades dos que já partiram. 

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