Joana Amaral Dias e Iva Domingues em ‘bate-boca’ por causa do aborto

Psicóloga disse que era contra a posição de Miguel Milhão mas que todos têm direito à sua opinião.
Joana Amaral Dias
Iva Domingues
Joana Amaral Dias
Iva Domingues
30 jun 2022 • 01:30
Miguel Azevedo
Depois da polémica causada pelo fundador da Prozis, Miguel Milhão, que se regozijou com a decisão do Supremo Tribunal dos EUA em revogar a lei do direito ao aborto - o que levou esta quarta-feira várias figuras públicas a retirarem o apoio à marca - foi agora a vez de Joana Amaral Dias e de Iva Domingues se desentenderem por causa do assunto. E o ‘bate-boca’ aconteceu em direto na televisão.

Convidada desta quarta-feira do programa ‘Esta Manhã’ (TVI), Joana Amaral Dias (que também é embaixadora da Prozis mas que, ao contrário de outras figuras públicas, em pleno dia de polémica decidiu fazer publicidade a produtos da marca), até afirmou que “não concordava com a posição de Miguel Milhão” e que reconhecia o direito a todas as pessoas de se desvincularem da marca, mas lembrou que “o Miguel tem direito à opinião dele”. Iva Domingues, apresentadora do programa, interrompeu a psicóloga e acusou-a de hipocrisia. “Não será também uma hipocrisia da tua parte, uma vez que discordas usar a tua imagem e voz pública e continuar associada à marca”. Ora, Joana não gostou e respondeu. “Eu não tenho uma relação ideológica com a Prozis. A Prozis nunca me proibiu de dizer aquilo que eu penso. Aliás, o Miguel Milhão, se não sabia, ficou agora a saber que tem uma ativista política com posições diversas dele. Não me despediu por isso e não o vou despedir a ele por isso”.

Iva ainda argumentou que “a lei do aborto não permite à mulher ter opinião e dizer ‘eu não quero’”, ao que Joana respondeu: “Muitas mulheres estiveram dois anos a negar o conceito do corpo é meu, durante a imposição das vacinas”.

Dominguez abandona
Depois de Jessica Athayde, Diana Monteiro, Marta Melro e Rita Belinha terem abandonado a marca após a polémica, foi agora a vez de Maria Dominguez deixar a Prozis. “Para mim é fundamental identificar-me com os valores de uma marca ou de quem a representa”, informou.

"Recursos ilimitados"
Em reação, Miguel Milhão afirmou, entretanto, num episódio do podcast interno da empresa, que a indignação com a sua opinião “é tudo uma hipocrisia”, que “a Prozis não precisa de Portugal”, que a empresa tem “recursos ilimitados” e que ele próprio é “incancelável”.
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