Jorge Gabriel chora morte do pai vítima de Covid-19

Albano tinha 96 anos e estava num lar em Lisboa.
Jorge Gabriel e o pai Albano
Jorge Gabriel mantinha uma relação próxima com o pai, Albano Fialho, apesar da distância física que os separava e que se agravou com a pandemia
Jorge Gabriel e o pai Albano
Jorge Gabriel mantinha uma relação próxima com o pai, Albano Fialho, apesar da distância física que os separava e que se agravou com a pandemia
20 jan 2021 • 01:30
Vânia Nunes
O novo ano começou da pior maneira para Jorge Gabriel, que viu o pai perder a luta contra a Covid-19, aos 96 anos. Num longo texto que partilhou com os seguidores, o apresentador, de 52 anos, revelou a triste notícia.

"Há vários dias que este nó me apertava a garganta, me desfazia a esperança. O meu pai, o Senhor Albano Fialho, partiu. A Covid desgastou o que os 96 anos ainda lhe permitiam", começou por escrever, para de seguida elogiar as inúmeras qualidades do pai e a forma como estas foram determinantes na sua vida. "Íntegro, idóneo, zelador incansável do erário público, e eterno estudioso, deixa-nos um legado jubiloso. Será sempre meu guia, a minha voz da consciência que me admirava, como qualquer outro pai. Mas este era o meu. Aquele que não suportava que tirasse uma folga, que não faltasse aos meus deveres profissionais, e que respeitasse os outros como gostaria que me respeitassem."

Homenagem na TV
Jorge Gabriel explicou ainda que hoje, mesmo perante a dor da perda, vai fazer questão de cumprir os seus deveres profissionais e conduzir, ao lado de Sónia Araújo, o programa ‘Praça da Alegria’, da RTP 1. "A melhor homenagem que lhe posso prestar é amanhã [hoje] não faltar. É cuidar de falar bem português, como era seu ponto de honra, e apresentar a ‘Praça’ até poder cumprir os serviços fúnebres permitidos em tempos de pandemia. Obrigado pai. Vai lá ter com a mãe."

Ao longo dos últimos meses, o apresentador dedicou várias publicações nas redes sociais ao pai e lamentava o distanciamento a que estavam obrigados por causa da pandemia. Mesmo assim, sempre que podia, viajava do Porto, onde mora, até Lisboa, para visitar o Senhor Albano, como o chamava de forma carinhosa, ao lar. "E vamos começar três semanas muito penosas. O estado de emergência impede-me de estar próximo do senhor Albano por causa da distância a que nos encontramos. A minha confiança no Lar de Santo António é o alento que me preenche o coração", escreveu, por exemplo, em novembro.

Recorde-se que a mulher e os filhos de Jorge Gabriel também enfrentaram a doença no verão passado.
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