Lady Gaga: Humilhada e provocada na juventude

A mãe da cantora revela que a filha enfrentou graves problemas de autoestima.
Lady Gaga
Lady Gaga e a mãe, Cynthia
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Lady Gaga e a mãe, Cynthia
03 nov 2019 • 12:26
Miguel Azevedo
Se Lady Gaga é hoje uma das mais respeitadas e admiradas cantoras do Mundo, a verdade é que a sua existência nem sempre foi um mar de rosas.

Na fase da juventude, a cantora foi "humilhada", "provocada" e "isolada" pelos colegas de escola. Quem o revelou foi a sua mãe, Cynthia Germanotta, numa entrevista à CBS. "Ela tinha uma personalidade única e isso nem sempre foi apreciado pelos colegas. Como resultado, passou por muitos momentos difíceis. Foi humilhada, provocada e esteve isolada. Quando se é jovem, isso realmente afeta muito uma pessoa", disse.

"Foi no ensino médio que percebi que alguma coisa estava a acontecer. Naquele período, ela passou de uma jovem muito feliz para alguém que começou a questionar a sua autoestima e a ter dúvidas sobre si mesma", revelou ainda Cynthia que, juntamente com a filha, fundou em 2011 a ‘Born This Way Foundation’, fundação que se ocupa em promover a saúde mental, criar um "mundo mais corajoso e gentil" para os jovens; criar espaços seguros, promover a aprendizagem de habilidades para a vida e oferecer oportunidades para melhorar as comunidades locais.

"O que aprendi com minha filha foi a ouvir e validar os seus sentimentos. Penso que, como pais, o nosso instinto natural é entrar no modo de solução de problemas quando, na verdade, o que eles realmente querem é que nós os levemos a sério e entendamos o que nos querem dizer", explicou Cynthia, que sublinhou ainda os efeitos que os problemas de saúde mental podem ter nas famílias.

"Aprendi que nenhuma família está imune a isto e que todos devemos realmente aprender para onde ir e a quem recorrer se algo assim acontecer no seio da nossa família".

No decorrer da entrevista, a mãe de Lady revelou ainda que, pela sua inexperiência, não estava preparada para lidar com os problemas da filha na juventude. "Encorajo os pais a serem vulneráveis, a falarem sobre suas lutas atuais ou passadas, para que se modelem conversas saudáveis".
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