Liliana Campos admite ter sofrido de depressão: “Achei que não estava cá a fazer nada”

Apresentadora da SIC teve que recorrer a ajuda.
Liliana Campos
Liliana Campos
08 jul 2020 • 12:31

Liliana Campos utilizou as redes sociais para partilhar um longo desabafo sobre a dor de perder entes queridos e aproveitou para fazer uma declaração intimista sobre o período em que sofreu de depressão.

"Senti, depois daquelas minhas palavras no Passadeira Vermelha, que quando estivesse mais fortalecida falaria melhor com vocês sobre o que vivi e que me levou a precisar de ajuda especializada", começou por escrever na legenda da fotografia que partilhou.

Liliana recorda o sofrimento que a morte da mãe lhe provocou. "A partida da minha mãe foi muito dolorosa, pelo sofrimento que presenciei, mas esse não foi o motivo principal. Eu sabia que a mãe já estava num lugar melhor. Aliás nunca há um motivo, são sempre vários. Quando me dei conta da maldade que existiu à minha volta, das mentiras, do estar a contar com um porto que pensei ser seguro, mas que afinal estava completamente minado, de várias tentativas que eu e o Rodrigo nos afastássemos, fez-me perceber que durante os quatro anos em que juntamente com o meu irmão fomos cuidadores da minha mãe, tinha mesmo tido a minha vida stand-by, e não tive tempo, consciência ou capacidade para ver quem me rodeava e da forma como o faziam", afirmou.

A apresentadora recordou ainda o período em que fez um tratamento para ser mãe. "Tudo isto acompanhado com o início de um tratamento de fertilização contra o tempo e a menopausa, que para mim estava a chegar precocemente, e que me ia impedir de gerar o bebé que tanto desejava, mas que fui adiando", disse.

Liliana revela que não conseguia ver nada de positivo à sua volta, pois "estava numa espiral de dor".

No longo texto emotivo, a comunicadora confessa ter recorrido a ajuda profissional, uma vez que chegou a ter pensamentos suicidas. "Não via saída. Não tinha força para lutar… para pegar nos cacos e reconstruir o que eu tinha deixado destruírem. Nessa altura achei que não estava cá a fazer nada. Se calhar, desaparecer, seria o melhor. Desaparecer para sempre. Desaparecer daqui. Desaparecer sem dizer nada a ninguém e ir para o outro lado do mundo", revelou.

O trabalho foi o seu escape: "O trabalho que já tinha sido o meu escape durante a doença da minha mãe, continuou a ser muito importante para mim. Não quis baixa, não faltei um único dia. Ali desligava e por momentos tentava abstrair-me do meu mundo e desabar".

Na última publicação, Liliana Campos fez uma reflexão sobre as doenças mentais e a necessidade de recorrer a ajuda profissional.

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