Luís Borges recorda preconceito com homossexualidade: "Vivia preso no meu corpo"

Modelo deixou um apelo aos jovens para terem coragem de assumir a sua orientação sexual no 'Extra' do 'Big Brother'.
Luís Borges
Luís Borges
Bruno Savate
Bruno Savate
Edmar, concorrente do 'Big Brother'
Edmar, concorrente do 'Big Brother'
Noélia do 'Big Brother'
Noélia do 'Big Brother'
Joana 'Big Brother'
Joana 'Big Brother'
Luís Borges
Luís Borges
Bruno Savate
Bruno Savate
Edmar, concorrente do 'Big Brother'
Edmar, concorrente do 'Big Brother'
Noélia do 'Big Brother'
Noélia do 'Big Brother'
Joana 'Big Brother'
Joana 'Big Brother'
16 mar 2021 • 15:41
Bruno Savate e Édmar foram presenteados com um momento a dois no jacuzzi da casa do 'Big Brother - Duplo Impacto' no passado domingo. Sem pudores, Noélia perguntou ao antigo lutador de boxe se este era bissexual depois de Joana Albuquerque ter atirado que Savate era bissexual. O momento acabou por ser discutido no 'Extra' do programa, esta segunda-feira, dia 15, e Luís Borges não hesitou em criticar a concorrente algarvia por ter questionado o colega. Todavia, o comentador não se ficou por aqui e acabou por relembrar as dificuldades que teve em se assumir como homossexual. 

"Acho que é um bocado desnecessária aquela pergunta da Noélia, se ele é ou não é (bissexual)", começou por dizer. 

"Eu e o [Pedro] Crispim somos homossexuais e as vezes às pessoas têm realmente de se pôr no lugar das outras. Muita gente ataca-nos porque nos vêem na televisão e dizem: 'Olhem aqueles paneleiros, aquelas bichas', mas eu gostava que elas passassem 24 horas da nossa vida, quando tínhamos para aí 17 anos", afirmou. "Falo por mim, em Castelo Branco, quando tinha 18 anos e eu não me conseguia assumir. Vivia preso no meu corpo e não podia falar com os meus pais, com os meus irmãos, com os meus amigos. Ia ser gozado, realmente eu sentia-me diferente, mas não me podia abrir", acrescentou. 

No entanto, tudo mudou quando veio morar para a capital: "Quando vim para Lisboa, voei. Eu comecei a ser o Luís Borges". 

De seguida, lembrou um momento vivido com o pai, que ao início não aceitou a sua orientação sexual: "O que me deixa mais triste é as pessoas lá em casa, principalmente os pais, não apoiarem os filhos. O meu pai disse uma vez isto em casa, por isso é que eu nunca me assumi, que 'eu não tenho paneleiros na família'. Dizeres isto a um filho é muito duro. Quando vim para Lisboa decidi não continuar mais com uma mentira, eu gosto de homens e são eles que me fazem feliz".

No final, Luís deixou um apelo aos jovens. "Acho que deviam ter a coragem para se assumirem, porque pai é pai, mãe é mãe, achamos sempre que não nos vão compreender, mas no fundo são sempre os nossos melhores amigos", concluiu.
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