Marco recorda infância difícil: "Aos 12 anos fui para a fábrica... Ou estudava ou ganhava dinheiro"

Pasteleiro da 'Casa dos Segredos' garante que não se esquece de onde veio.
Fátima Lopes e Marco Costa
Fátima Lopes e Marco Costa
Fátima Lopes e Marco Costa
Fátima Lopes e Marco Costa
15 fev 2020 • 18:53

Hoje, Marco Costa é um homem de sucesso com um negócio em expansão criado a pulso. Mas nem sempre foi assim. 

A infância do famoso pasteleiro da 'Casa dos Segredos' foi marcada por muitas difculdades, que Marco descreveu numa conversa emotiva com Fátima Lopes.

"Comecei a trabalhar aos 12 anos na fábrica com o meu pai, fazia aquelas coisas que um miúdo pode fazer. Trabalhava de noite e estudava de dia. Aos 15 deixei a escola e fui trabalhar como ajudante de pasteleiro. Senti que ou estudava ou ganhava dinheiro", começou por contar, acrescentando que mãe é a sua grande referência, uma vez que se desdobrava em trabalhos para conseguir criar os filhos.

"A minha mãe era cabeleireira, tomava conta de crianças, vendia plantas, à noite trabalhava numa fábrica de sanduíches. Quando ouço falar em mãe guerreira o sinónimo é Esperança Oliveira. Desde pequeno que aprendi a viver com o pouco que temos. Às vezes não precisas de mais para seres feliz. A minha mãe fez esse trabalho muito bem".

Apesar de hoje em dia levar uma vida confortável, Marco admite que não se esquece de onde veio e que não teme um regresso ao passado. "Hoje em dia tenho um bom carro mas o primeiro que tive foi um Fiat Punto que me custou cem euros, todo podre. Chovia no carro, tivemos de comprar uma placa. Às vezes perguntam-me se tenho medo de cair. Medo de cair porquê se de onde eu vim já era feliz?"

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