Maria das Dores confessa crime após 12 anos de silêncio

Socialite diz que queria infligir sofrimento ao marido, Paulo Cruz.
Filho de Maria das Dores
Maria das Dores
Filho de Maria das Dores
Maria das Dores
13 set 2019 • 01:30
Sara Guterres
Após 12 anos em silêncio, Maria das Dores, a mandante de um dos mais mediáticos crimes de sangue em Portugal, conta agora a sua versão da história através do livro ‘Eu, Maria das Dores, me confesso’, escrito em colaboração com a jornalista Virginia López.

A antiga socialite, agora com 60 anos, recorda o momento em que decidiu que iria ‘pregar um susto’ ao marido, Paulo Cruz, que se preparava para a deixar.

"Quero que sofra o mesmo que eu estou a sofrer. Quero que simules uma luta e lhe partas um braço", pediu ao mandatário, que questionou: "E se algo correr mal?" Maria respondeu: "Se algo correr mal... então mata-o", afirmou a socialite que se mostra arrependida. "O que fiz não tem perdão, mandei que o matassem."

A cumprir uma pena de 23 anos de prisão por ter mandado matar o marido – foi morto com duas pancadas na cabeça – a antiga socialite não tem contacto com o filho mais novo – fruto da relação com Paulo Cruz – desde o momento da detenção e diz que tudo o que mais quer é pedir-lhe perdão e abraçá-lo.

"Duarte, perdoa-me. Por aquilo que te fiz, não mereço voltar a ver-te", escreve no livro.
Há 12 anos no Estabelecimento Prisional de Tires, Maria das Dores conta ainda como têm sido os dias atrás das grades.
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