Meghan Markle: "O que está a acontecer nos EUA é devastador"

Mulher de Harry quebra silêncio sobre a morte de George Floyd e recorda protestos violentos durante a adolescência.
Meghan Markle
Meghan Markle
Foto: Direitos Reservados
05 jun 2020 • 01:30
André Filipe Oliveira
Mais de uma semana após a morte de George Floyd por asfixia, resultado de uma violenta detenção policial, Meghan Markle decidiu quebrar o silêncio e fazer um apelo aos jovens, em especial aos estudantes da Escola Secundária do Imaculado Coração, na qual se formou em 1995.

"Tenho pensado em dizer-vos algumas palavras e como vimos na semana passada, o que está a acontecer no nosso país, no nosso estado, na nossa cidade natal de Los Angeles é devastador", começou por dizer num vídeo gravado para a instituição. Emocionada, elogiou a postura dos formandos, transmitindo-lhes palavras de ânimo e coragem. "Sei que vocês sabem que as vidas das pessoas negras são importantes. Lamento imenso que tenham de crescer num mundo onde isto ainda acontece."

Além de se mostrar consternada devido aos protestos - muitos deles violentos - que assolam o país, a mulher do príncipe Harry apelou aos jovens para não compactuarem com o racismo e serem uma voz ativa contra o mesmo. "Não sabia bem o que podia dizer, mas a única coisa errada que se pode fazer é não dizer nada. Porque a vida de George Floyd importava." A ex-atriz decidiu ainda falar sobre os protestos contra o racismo em Los Angeles, que viveu durante a juventude. "Lembro-me do recolher obrigatório e lembro-me de correr para casa e ver cinza a cair do céu, cheirar o fumo, ver as chamas a sair dos edifícios."

O testemunho de Meghan, de 38 anos, está a correr o Mundo, uma vez que representa uma quebra na tradição da família real britânica de não comentar questões políticas. No entanto, a ex-atriz e o marido decidiram, no início deste ano, renunciar ao cargo oficial, mudando-se com o filho, Archie, de apenas um ano, para o estado da Califórnia.

Carlos sente que teve "sorte"
O príncipe Carlos assegurou em entrevista à Sky News que se sente uma pessoa mais determinada depois de ter recuperado da Covid-19 e mostrou-se solidário com quem está a sofrer com a doença ou já perdeu familiares. "Tive sorte porque me livrei com sintomas leves. Mas já tive e posso entender o que as outras pessoas passaram. Particularmente sinto-o por aqueles que perderam os seus entes queridos e não puderam estar próximo deles nesta fase. Isso, para mim, é a coisa mais horripilante", disse o herdeiro ao trono de Inglaterra. "Não posso dizer o quanto simpatizo com a maneira como todos tiveram de suportar este tempo inacreditável, que nos tem posto à prova e desafiado", concluiu o príncipe.
Mais sobre
artigos relacionados
Newsletter
topo