Michael Jackson visto à lupa como predador de menores

Novo documentário mostra Michael Jackson como pedófilo insaciável.
Wade Robson tinha sete anos quando conheceu Michael Jackson
Wade Robson tinha sete anos quando conheceu Michael Jackson
Foto: Direitos Reservados
17 mar 2019 • 06:00
Há descrições explícitas de sexo oral, relatos de masturbações e cuecas ensanguentadas, juras de amor e até simulações de casamento. De um lado está Michael Jackson, no pico da fama enquanto ‘rei da pop’, do outro dois homens, na altura pré-adolescentes seduzidos pela fama e atenção do autor de ‘Thriller’.

É esta a base do polémico documentário ‘Leaving Neverland’, que a HBO dividiu em duas partes. Com quatro horas de duração, a obra está a causar ondas de choque um pouco por todo o Mundo. Muitos fãs de Michael Jackson, que morreu a 25 de junho de 2009, aos 50 anos, assumem-se divididos quanto ao legado do artista e multiplicam-se apelos ao boicote às suas canções. A ‘Rolling Stone’ destacou que este documentário "é difícil de ver e ainda mais difícil de ignorar" e "impossível de esquecer".

‘Leaving Neverland’ assenta nas confissões das duas alegadas vítimas, Wade Robson e James Safechuck, hoje com 36 e 41 anos, respetivamente. Se no passado negaram terem sido abusados, agora os dois homens e suas famílias – em particular as mães – relatam que se deixaram seduzir pela fama e pelo carisma do músico, que aproveitou a inocência das duas crianças e terá cometido atos pedófilos.

Safechuck revela, a certa altura, que "Michael gostava que me inclinasse e abrisse as nádegas", enquanto Robson assume: "Era o pénis completo de um homem adulto na boca de um rapaz de sete anos." A ambos, o rei da pop terá garantido que essa era a forma de demonstrarem o seu amor perante Deus, mas que se alguém descobrisse seriam "presos para sempre", uma vez que "as pessoas não iam perceber".

Família de Jackson processa HBO e exige 88,5 milhões de euros de indemnização
A família de Michael Jackson processou a HBO por ‘Leaving Neverland’ e quer 88,5 milhões de euros de indemnização. Na queixa é apontado o dedo ao realizador do documentário, Dan Reed, que é acusado de parcialidade, ao evitar entrevistas com pessoas que defendiam o músico.
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