Música popular vive o seu pior ano de sempre

Desde o início da pandemia, mais de 30 mil espetáculos foram cancelados.
Quim Barreiros
Ágata
Nel Monteiro
Quim Barreiros
Ágata
Nel Monteiro
06 set 2020 • 01:30
Se o verão é, por excelência, o período em que os artistas da música popular mais trabalham, este é um ano para esquecer devido à pandemia. Todas as agendas, sem exceção, foram canceladas, de Quim Barreiros a Ágata, de Nel Monteiro a José Malhoa.

Ninguém escapou. Sem festas populares, queimas das fitas, bailaricos ou romarias, os rendimentos caíram para quase zero, atingindo os artistas, mas também as suas equipas técnicas. No começo de abril, por exemplo, bem no início da pandemia e duas semanas depois de ter sido declarado o estado de emergência em Portugal, já Quim Barreiros tinha cancelado mais de 70 espetáculos por todo o País, com todos os prejuízos inerentes.

“Eu já ando nisto há 50 anos e felizmente tenho um pé-de-meia, mas sei que há colegas meus a passar dificuldades”, dizia ao CM naquela altura. Também Ágata teve de aprender a lidar com a crise que a pandemia trouxe ao setor. “Não sabemos o que vai acontecer. Resta-nos esperar e ter fé”, dizia.

Recorde-se que, desde o início da pandemia, mais de 30 mil espetáculos foram cancelados.
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