Pedro Crispim recorda bullying na infância: "Ataram-me a uma árvore e bateram-me"

Comentador do 'Big Brother' abriu o coração e recordou uma experiência que não esquece.
Pedro Crispim
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Pedro Crispim
Pedro Crispim, Marta Cardoso
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Pedro Crispim, Marta Cardoso
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02 mar 2021 • 16:48
Pedro Crispim abriu o coração para abordar vários assuntos da sua vida pessoal. Em declarações ao site Selfie, o comentador do 'Big Brother - Duplo Impacto' recordou o bullying que sofreu na infância e falou abertamente sobre o momento em que assumiu a sua homosexualidade. 

"Tinha dois G’s na minha vida: era gay e era gordo. Era muito tímido, era muito inseguro e a minha autoestima não era propriamente a mais forte… A sociedade ainda hoje não dá grandes hipóteses que mostres grande camada do teu ser, da tua essência. Quando te sublinham que tu és gay e que tu és gordo, tu acabas por acreditar que és só gay e que és só gordo…", começou por dizer. Na infância, um dos seus maiores pesadelos era ir para a escola devido aos ataques constantes que sofria: "Muitas das vezes, não voltava da escola nas melhores condições. Emocionalmente, ia muito abaixo com aquilo que ouvia. Enquanto a maior parte dos meus colegas ia para a escola e pensava em ter boas notas, nos estudos, nos exames e no social que acontecia nos intervalos, eu, acima de tudo, tinha que pensar: 'Como é que vou sobreviver a este dia? Como é que vou chegar inteiro ao final do dia?'". 

"Havia um bosque perto da escola e nós íamos para lá brincar nos baloiços e houve uma vez em que os meus colegas me ataram a uma árvore, com umas cordas, e que me bateram... e eu fiquei ali o horário todo da escola, à chuva, até ao final do horário, até os contínuos irem dar por mim ali. E lembro-me de que quando foi para apresentar queixa eu não quis", contou. Apesar de ter sofrido com os ataques, o consultor de moda desvaloriza o assunto. "Nunca senti raiva, nem de quem me fazia mal. Porque achei sempre, e ainda hoje acho, que sempre que me faziam mal é porque a pessoa não estava bem". 

Os pais foram o seu 'porto de abrigo':" (...) os meus pais foram sempre o meu farol. Quando me sentia perdido, acabava por me encontrar com a luz deles. Os meus pais, durante toda a vida, me fizeram sentir especial. Dentro de casa, sabia que tinha o conforto, que tinha o amor". 

"Eu aceitei-me muito, à minha vida e à minha sexualidade através do olhar da minha mãe… Tenho uns pais assim muito à frente do seu tempo"
, afirmou.

O comentador desabafou ainda sobre a sua homosexualidade. "Assumi aos meus pais que era gay com 19 anos. Estamos a falar de uma altura completamente diferente da que, hoje, existe, de informação e de tudo. Mas é engraçado, porque sempre senti apoio e amor. Nunca me senti julgado pelos meus pais, sempre me senti muito amado e sempre senti vontade deles para me conhecerem, para saberem", disse. 

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