"Pensei: 'Vou morrer'.... e fiz o meu testamento": Bárbara Guimarães desabafa sobre cancro

Apresentadora diz que, depois do cancro na mama, passou a ter mais cuidados com o que come e com o seu estilo de vida.
Bárbara Guimarães
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10 mar 2020 • 01:30
Rute Lourenço
Mais de um ano e meio depois de se ter afastado do mediatismo para lutar contra um cancro na mama e de ter enfrentado duros meses de tratamento, Bárbara Guimarães, de 46 anos, está de regresso aos ecrãs da SIC e, numa entrevista intimista, falou sobre os meses dramáticos que viveu.

"Fui apanhada de surpresa, no meu email, sozinha em casa. ‘O que é isto? Carcinoma invasivo?’ E eu estou sozinha em casa. Só penso assim: ‘Eu tenho um cancro, e não deve ser bom, porque é invasivo, é forte’. Ficas sem chão", começa por contar a Daniel Oliveira, recordando que o mais difícil foi contar aos filhos que estava doente. "Disse ao meu filho mais velho: ‘A mãe tem de falar contigo, não sei se sabes bem o que é, mas a mãe tem um cancro, e vai travar aqui uma luta…’ Ele chorou com vontade, só dizia: ‘Oh mãe, não.’"

Ao longo de todo o processo, Bárbara teve sempre os filhos Dinis, de 16 anos, e Carlota, de nove, a seu lado, até mesmo quando tinha tratamentos. "Chegaram a ir comigo ao IPO. Eu sou uma pessoa muito prática, muito pragmática, tive de levar os meus filhos. Deixava-os na salinha, ia fazer a radioterapia, que era rápido. Mas tiveram de passar por isso."

Durante cerca de oito meses, a apresentadora debateu-se com a dureza dos tratamentos e assume que não foram tempos fáceis. "Foram seis meses de quimioterapia. Há vários graus do tratamento, e o protocolo que eu tive de fazer foi dos mais complicados. E depois dois meses de radioterapia."

Ao longo de todo o processo, a estrela conta que tentou manter-se sempre positiva, mas que por vezes se sentiu incapaz de ver futuro e tinha pensamentos mais pessimistas.

"Quando soube do cancro pensei: ‘Vou morrer’. E dizes para ti: ‘Eu preciso de lhes dar qualidade, tempo’ (aos filhos) e aí pensei mesmo: vou fazer um testamento. E fiz, com muita tranquilidade. Falar sobre a morte não é uma coisa que me assuste. Passas a viver um dia de cada vez, porque quer queiras quer não, é sempre um murro no estômago."
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