Príncipe belga apanha covid em festa ilegal

Sobrinho do rei Filipe da Bélgica obrigado a fazer pedido de desculpas em público, após realizar festa privada, em Espanha, com 30 convidados.
Príncipe belga apanha covid em festa ilegal
Príncipe belga apanha covid em festa ilegal
02 jun 2020 • 01:30
André Filipe Oliveira
O príncipe Joaquim, sobrinho do rei Filipe da Bélgica, está debaixo de críticas, após ter contraído a Covid-19 ao participar a 26 de maio numa festa privada em Córdoba, em Espanha, com mais 30 pessoas, quebrando assim as normas impostas pelas autoridades de saúde, que limitaram este tipo de iniciativas a 10 participantes. O gesto do monarca, de 28 anos, obrigou-o a fazer um pedido de desculpas em público. "Gostaria de pedir desculpa por não ter respeitado todas as medidas de quarentena durante a minha viagem. Nestes momentos difíceis, não quis ofender ou desrespeitar ninguém", lê-se no comunicado divulgado pelo seu advogado, Mariano Aguayo Fernández de Córdova, à imprensa internacional.

Soube-se também que Joaquim viajou da Bélgica para Espanha para realizar um estágio, conseguindo, assim, autorização estatal para entrar no país, com as fronteiras encerradas, como medida de prevenção para evitar o aumento de novos casos positivos.

O comportamento do filho da princesa Astrid e do príncipe Lorenzo obrigou a polícia espanhola a iniciar uma investigação para apurar os motivos da realização da festa privada, e exigiu um período de quarentena a todos os participantes, nos quais se incluía a namorada, Victoria Ortiz Martínez-Sagrera, familiares e membros da alta sociedade.

Governo espanhol abre guerra
A polémica festa promovida pelo jovem abriu espaço a um conflito entre Espanha e Bélgica. "Foi uma enorme irresponsabilidade. Agora que estamos a ultrapassar a pandemia pela primeira vez não nos podemos fechar numa casa com 40 ou 50 pessoas numa festa, porque se há uma pessoa infetada, pode infetar o resto", apontou o presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno. O país vizinho, recorde-se, é um dos mais fustigados pela pandemia. Soma 27 127 mortos e mais de 239 mil infetados.
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