Ricardo Araújo Pereira sofre com ansiedade

Por detrás da imagem segura, esconde-se uma baixa auto estima que o impede de desfrutar dos momentos de sucesso da sua carreira.
Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira
ricardo araujo pereira
Ricardo Araújo Pereira, Gato Fedorento, BES, Grupo Espírito Santo, GES, Tribunal do Comércio do Luxemburgo, Portugal, Espírito Santo, Banco de Portugal
Fotogaleria de Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira
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Ricardo Araújo Pereira, Gato Fedorento, BES, Grupo Espírito Santo, GES, Tribunal do Comércio do Luxemburgo, Portugal, Espírito Santo, Banco de Portugal
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18 jan 2020 • 15:23
Vânia Nunes
É um fenómeno de sucesso e continua a ser o homem-forte do humor em Portugal. No entanto, por detrás da imagem segura e inderrubável que transmite, Ricardo Araújo Pereira esconde problemas de autoestima.

"Sou ansioso e ‘mariconço’ e sinto a pressão. Fico sempre a pensar que se as pessoas se riram do que fiz hoje, estão à espera que o que faça amanhã seja ainda mais engraçado. Isso gera uma ansiedade que é desagradável", explicou, em entrevista ao ‘Alta Definição’ (SIC), admitindo que nunca consegue desfrutar inteiramente dos momentos de glória. E essa característica da sua personalidade faz com que, muitas vezes, tenham uma imagem errada de si.

"As pessoas confundem a minha baixa autoestima, que é real e essencial, com falsa modéstia", disse ainda o humorista, que acaba de regressar à SIC, canal no qual se estreou em 2002 com ‘O Gato Fedorento’.

Apesar de gostar de manter os aspetos mais pessoais da sua vida resguardados, Ricardo Araújo Pereira tem deixado escapar algumas curiosidades.

Confissões

O humorista gosta de "passar muito tempo em casa", mas é péssimo com bricolage. "Não sei mexer em ferramentas, ao contrário do meu pai e do meu tio", confessou, admitindo que chega até a ser gozado.

Num tom mais sério e até emotivo, Ricardo fala da avó, Adélia da Cunha. "Nunca mais vamos ter um amor daqueles. Os avós amam de uma maneira especial. Porque têm tempo, experiência, disponibilidade...".

E a avó, a mulher "mais importante" e "decisiva" da sua vida, moldou algumas características da personalidade. "Tal como ela, não sou uma pessoa de muitos afetos e contacto físico. Não gosto de andar a beijar e a abraçar todas as pessoas. Mas quando as minhas filhas nasceram isso assustou-me e apercebi-me de que tenho de usar mais as palavras para dizer o que sinto", revelou, no passado, durante uma conferência.
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