Sandra Barata Belo: "Gostava de fazer mais cinema”

Sandra Barata Belo, actriz, tem no teatro a sua casa e no cinema a rampa de lançamento para o grande público. A sua ‘Amália’ passou ao lado das
A actriz partilha com a diva do fado uma inteligência mais intuitiva do que racional
importa
Foto: Diogo Pinto
02 nov 2009 • 08:44

Sandra Barata Belo, actriz, tem no teatro a sua casa e no cinema a rampa de lançamento para o grande público. A sua ‘Amália’ passou ao lado das críticas ao filme. Podemos vê-la na nova novela da SIC no horário nobre dos fins-de-semana.

– As primeiras reacções ao filme ‘Amália’ foram, no mínimo, tempestuosas. Concorda?

– A figura de Amália será sempre polémica. Umas pessoas gostaram muito, outras menos mas, no geral, o saldo é positivo, afinal, foram 235 mil espectadores e ainda hoje há quem me fale do filme.

– Em se tratando de Amália, qualquer abordagem deixava antever alguma desconfiança ou não?

– A verdade é que quase toda a gente diz que tem uma história com Amália e garante que a conheceu muito bem. De repente, aparecemos nós a apresentar uma parte e não toda a história, o que é impossível no tempo de duração de um filme, e está instalada a polémica.

– Foi complicado o trabalho de preparação para encarnar Amália?

– A base de trabalho foi o guião que depois confrontei com entrevistas dela e livros sobre ela, além de contactar as pessoas que lhe eram mais próximas. Conclui, então, que o guião era quase um documentário. Mas o meu maior desafio foi a voz, sobretudo, porque faço a personagem desde os 16 até aos 74 anos.

– Descoberta mais surpreendente que fez sobre Amália?

– A Amália tinha uma inteligência muito humana e intuitiva, perspicaz e sensitiva, o que me acalmou saber porque eu também sou assim. A inteligência analítica e racional está sobrevalorizada.

– Em algum momento se sentiu intimidada com este papel?

– O sentimento maior foi de respeito e responsabilidade.

– Fale-me de si antes e depois de ‘Amália’...

– Sou actriz há mais de dez anos e penso que posso dizer que o teatro é a minha casa. Também fiz dança e estou a fazer televisão mas, depois de ‘Amália’, gostava de fazer mais cinema.

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