“Sinto que a representação é o que quero fazer na vida”

Catarina Gouveia "honrada" por gravar novela da TVI com nomes ilustres da ficção
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07 jun 2013 • 14:30

Mulher do Norte, benfiquista, ex-nadadora, a atriz Catarina Gouveia, de 25 anos, descoberta nos ‘Morangos com Açúcar’, diz-se "honrada" por gravar novela da TVI com nomes ilustres da ficção.

- Em ‘Destinos Cruzados’ a Beatriz, a sua personagem, tem um fardo pesado...

- É verdade, chego a pensar que se chegar ao fim mentalmente equilibrada vou ter muita sorte. A Beatriz vive muitos dramas e está sempre em luta com alguma coisa. Vem a saber que a mãe foi amante do marido e que o tentou matar, depois descobre que não pode ter filhos e decide fingir uma gravidez … e ainda vai ter de enfrentar outros dramas, todos com uma carga emocional muito intensa.

- E vai viver o drama da leucemia da personagem do José Carlos Pereira (Afonso)?

- Sim, esse será outro problema, porque ela vai ajudá-lo a superar a doença e dar-lhe, assim, uma grande prova de amor.

- É uma personagem complexa?

- Apesar de o papel ser muito intenso é também desafiante.

- É difícil representar com uma barriga falsa?

- Foi complicado, porque como é que uma personagem fisicamente disponível para o marido vai conseguir mantê-lo afastado para ele não perceber que a gravidez não existe? Mas foi engraçado. Nos intervalos das gravações, quando passava nos corredores, instintivamente protegia a barriga com as mãos quando alguém quase esbarrava comigo.

- É uma jovem atriz e nesta novela convive com muitos nomes ilustres no elenco...

- É a primeira vez que contraceno com eles e tem sido uma enorme responsabilidade. E uma honra! Quando tomei conhecimento do núcleo onde estava inserida fiquei lisonjeada e com a certeza de que teria de preparar muito bem a minha personagem. Foi o que fiz, com empenho e dedicação. E tem sido assim todos os dias. Contracenar com eles é a melhor maneira de aprender. E todos têm sido muito altruístas.

- Como é fazer par romântico com o José Carlos Pereira?

- Temos funcionado muito bem. Já começámos a gravar as cenas da leucemia, que foram tão intensas que, no final, chorámos abraçados.

- Teve tempo para preparar esta personagem?

- Foi a que me exigiu maior trabalho de composição. E o tempo que tive de preparação deixou--me muito mais confortável e confiante. Foram três meses de trabalho diário e intenso com o Tiago Justino, um ator brasileiro.

- Na representação é uma autodidata?

- Sou, ainda não fiz formação, mas vou fazê-la quando terminar esta novela. É importante até porque, cada vez mais, sinto que a representação é o que quero fazer na vida.

- Que vai fazer no âmbito da formação?

- Queria viajar até ao Rio de Janeiro, no Brasil.

- O que a seduziu na representação?

- Já tinha feito parte de um grupo de teatro amador em Santa Maria da Feira. Foi aí que descobri o gosto pela representação. Até que surgiu a série ‘Morangos’.

- Que recorda desse projeto?

- Só fiz a sexta série de verão, mas o projeto teve grande importância na minha carreira. Acompanhava-o em miúda e nunca pensei poder um dia integrar a série. O projeto ficará para sempre no meu coração.

- Vantagens e desvantagens de ser atriz?

- Quando temos o privilégio de fazer o que mais gostamos só há vantagens. Desvantagens? Só vejo uma: as mudanças de visual. Enquanto estou no estúdio, funciona bem, mas quando chego a casa não me reconheço com esta cor de cabelo da Beatriz. Mas as mudanças de visual são essenciais para compor personagens. De resto, só vejo vantagens , sou muito feliz a representar.

- Vê novelas brasileiras?

- Sim, e adoro. Cresci a ver novelas da Globo! Nem sei se a paixão que tenho hoje pela representação não terá nascido com a ficção brasileira.

- Há alguma atriz brasileira que seja a sua referência?

- Adriana Esteves. Está brilhante em ‘Avenida Brasil’. A história, a realização e a interpretação foram um ‘boom’ de novidades. É importante acompanharmos a concorrência porque também evoluímos. É fundamental olharmos para o lado.

- Contracenou com o Angélico Vieira em ‘Espírito Indomável’. Que recordação guarda do cantor?

- Era uma pessoa muito especial, alegre que vivia a vida muito intensamente. E uma pessoa muito altruísta.

- A exposição pública não a afeta?

- Faz parte da profissão. Nunca tive uma situação desagradável. Pelo contrário, recebo muitas palavras motivadoras. Pelo Facebook chegam-me muitos comentários gentis do público que acompanha o meu trabalho e a minha evolução.

- Como vê a família a sua carreira?

- Dão-me imenso apoio, estão sempre ao meu lado. A família é tudo para mim. Vou a Santa Maria da Feira quase todos os fins de semana, preciso muito da família para me manter bem e equilibrada.

- Do que tem mais saudades do Norte?

- Da comida da minha mãe! Sempre que lá vou ela faz bacalhau assado com batatas e broa, um dos meus pratos preferidos. Adoro comer e gosto de tudo. Não faço dietas, nem tenho restrições alimentares.

- Vai ao futebol?

- Cresci a ser benfiquista e fui ver a final da Taça no Jamor. Fiquei triste, mas gostei muito, já não via um jogo de futebol tão emocionante há muito tempo. Aquela energia coletiva foi sensacional e acabei por ficar feliz com a vitória do Guimarães.

- Pratica exercício físico?

- Até à entrada da universidade fui federada em natação e praticava ténis. E comecei a ir ao ginásio por causa desta novela, uma vez que temos mais exposição física. Comecei a ir uma vez por semana, depois duas e agora se não vou três vezes sinto imensa falta do exercício físico. Faço body pump, ginástica localizada e zumba para espairecer.

- Qual a melhor recordação que tem da infância?

- O nascimento do meu irmão, que tem 18 anos. Foi uma emoção enorme receber a notícia do nascimento dele. 

"CORPO TAMBÉM FALA"

Catarina Gouveia frequentou Psicologia até ao 3.º ano. Hoje fala da importância dos conhecimentos que adquiriu. "A Psicologia ajuda-me em cada construção de personagem. A fala, a postura corporal, porque o corpo também ‘fala’, o tom de voz... tudo ajuda a construir a personagem. A Psicologia é essencial para a representação", esclarece.

SENSUALIDADE

Aos 18 anos, Catarina Gouveia foi capa da revista ‘FHM’. Dois anos depois voltou a fazer poses sensuais para revista ‘J’. "Na altura, os trabalhos fizeram sentido. Hoje já não, porque a minha exposição é outra. E quando fotografamos não somos nós, é alguém que se liberta diante de uma câmara fotográfica."

Sobre ‘Destinos Cruzados’, novela que exibe em lingerie muitas das personagens femininas, Catarina afirma: "Não faz sentido uma personagem apaixonada pelo marido aparecer na cama vestida ao lado dele. O nosso corpo faz parte das ferramentas de trabalho, logo, temos de estar fisicamente disponíveis para trabalharmos com ele", considera. 

PERFIL

Catarina Gouveia Nasceu no Porto e cresceu em Santa Maria da Feira, onde praticou natação. Foi para Coimbra estudar Psicologia. Estreou-se com ‘Morangos com Açúcar’. Fez as novelas ‘Espírito Indomável’ e ‘Doce Tentação.’ Integrou o elenco de ‘Destino Imortal’, também na TVI.

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