Sofia Arruda: “Não é um namorado que me completa”

Actriz está inteiramente dedicada ao trabalho
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14 jan 2012 • 10:30

Depois do fim da relação com o piloto Rui Chagas, a actriz Sofia Arruda, de 23 anos, está inteiramente dedicada ao trabalho, aos amigos e à família. Mimada assumida, admite que precisa de falar com a mãe três vezes por dia.

- Já terminou as gravações de ‘Anjo Meu'. Que balanço faz?

- É óptimo. Tínhamos uma novela para seis meses e estivemos nove em gravações. Teve uma óptima adesão do público. As gravações correram lindamente e deram-me muito gozo. A minha ‘Maria Clara' foi uma personagem muito completa.

- Foi desafiante começar como patinho feio e acabar em mulher sensual?

- É verdade, a minha personagem sofreu muitas transformações. Foi um início mais desafiante porque interpretava uma personagem que assumidamente era uma pessoa feia, tímida e introvertida. O processo de transformação foi muito engraçado.

- ‘Vestir-se' todos os dias de feia foi difícil?

- Não é nada difícil. É o mesmo que fazer de cega, muda ou sexy. É uma característica da personagem. O público gostou. Na rua diziam-me: "Não fiques triste, não és feia" [risos]. Recebi muito carinho.

- E transformar-se em mulher sexy elevou a sua auto-estima?

- Não. Até me sinto mais confortável com roupas mais tapadinhas, do que gravar de minissaia e com grandes decotes no meio da rua.

- É preocupada com a sua imagem?

- Não me sinto excessivamente vaidosa, até porque não me vou levantar duas horas mais cedo para me arranjar. Mas não nego que adoro ir às compras, gosto de estar atenta ao que se passa e tento ter cuidado com as coisas que acho que são normais numa mulher.

- Este foi um projecto que vai deixar saudades?

- Muitas. Não vou poder estar todos os dias com as pessoas com quem estava. São fantásticas, amigas, com uma criatividade extraordinária e muito generosas.

- Não sentiu competitividade no elenco?

- A competitividade é saudável, faz com que as pessoas se empenhem muito individualmente e que o todo seja muito bom. Se não houver competitividade há desleixo, um deixa-andar. Ali ninguém quis ficar para trás, mas não houve competitividade de maldade.

- Desde que começou a representar não parou. Sente-se uma privilegiada?

- Sim. Trabalho exactamente na área que gosto. Não me importo nada de acordar às 06h00 e gravar até às 20h00.

- Entretanto, foi convidada para integrar o elenco da peça ‘Ora Vira € Troika o Passos'. Não hesitou?

- Não, porque o que eu gosto mesmo é de trabalhar. As folgas chegam-me. Quando tiver férias logo aproveito e vou para onde quiser.

- Está a dar-lhe gozo poder fazer uma crítica à actualidade nacional?

- Sim, de forma cómica alertamos as pessoas e acabamos por fazer piada sobre algum tipo de desgraça.

- É importante brincar com esta situação complicada?

- Acho que é importante porque tem de se falar dos assuntos. Se não se falar a sério - as pessoas já desligam o telejornal -, é importante que se fale na mesma desta forma ligeira para não cair no esquecimento.

- É uma pessoa interessada pela actualidade?

- Quando era mais nova havia muita coisa que me passava ao lado. Agora há informação por todo o lado.

- Como é que vê a situação do País?

- É uma situação muito complicada. O que me custa mais é que não consigo pensar numa solução que resolvesse as coisas. Há tanta coisa errada...

- É uma situação que afecta muito a vida artística...

- Sim. A falta de subsídios assusta-me muito. Tenho imenso medo de que daqui a cinco anos não haja teatro em Portugal, porque estamos a trabalhar para isso. Com IVA a 23% é muito difícil as pessoas irem ao teatro.

- Tem pensado numa via alternativa à profissão de actriz?

- Sim, por isso estou no curso de Comunicação Social. Acho que há que pensar num negócio, num investimento, numa profissão paralela para garantir o futuro. Tenho tido sempre trabalho, mas nada me garante que de um dia para o outro deixe de o ter.

- Sem contrato de exclusividade é difícil fazer a gestão do dinheiro?

- Quando estou a trabalhar tenho de fazer o pé-de-meia para os meses em que não tenho trabalho.

- Saiu de casa da sua mãe no ano passado. Foi uma decisão ponderada?

- Foi. Se foi consciente de todos os riscos, se calhar não foi. Espero ter sempre dinheiro e conseguir pagar as minhas coisas sem a ajuda da minha mãe, mas se precisar de ajuda sei que posso voltar. Foi nessa condição que saí de casa. Não sou casada, não divido despesas com ninguém, portanto, tenho de me organizar.

- Já mudou algum dos seus hábitos devido à crise?

- Por exemplo, quando vou para o teatro, janto em casa ou faço o meu jantar e levo.

- Tem valido a pena morar sozinha?

- Tem, porque faz com que me torne uma pessoa mais madura e consciente.

- Gosta de cuidar da casa?

- Gosto. Não me chateia nada. É a minha casa, o meu cantinho e gosto imenso de cozinhar.

- Posou para uma revista masculina. Quis demarcar-se da imagem de menina do ‘Super Pai'?

- Sim, porque continuo com ar de miúda. Fiz a produção com esse objectivo, e acho que foi bem conseguida.

- Sente-se sensual?

- Sim, todas as mulheres têm um lado sensual.

- Terminou a relação com o piloto Rui Chagas. Com tanto trabalho, a falta de tempo foi uma das razões da ruptura?

- As relações começam e acabam porque tem de ser. As pessoas estão ligadas ou não estão. Sempre trabalhei e estudei ao mesmo tempo e tive relacionamentos. Não teve a ver com isso.

- Mantêm uma relação de amizade?

- Sim, claro. Mantenho uma relação de amizade com toda a gente.

- Como é que é voltar a estar solteira?

- É uma fase como outra qualquer. Sinto-me lindamente. Estou dedicada ao meu trabalho, aos amigos e à família.

- Há mulheres que dizem que só se sentem completas quando estão apaixonadas. É o seu caso?

- Não é um namorado que me vai completar. Temos de nos sentir com-pletas sozinhas, mesmo quando temos uma pessoa ao nosso lado para o resto da vida.

- Casar faz parte dos seus projectos de vida?

- Não é a minha prioridade. Gostava de ser mãe até aos 30 anos, porque acho que é uma boa idade. Seria relativamente nova e ao mesmo tempo consciente, com uma vida relativamente estável para receber uma criança. Mas com 23 anos ainda não penso em ter filhos ou casar.

- Quais são os seus sonhos?

- Gostava muito de continuar a trabalhar na minha área, que é uma coisa que me faz muito feliz. E ter sempre a minha família junto a mim e de boa saúde. Mesmo que eu vá trabalhar para fora, tenho de ter sempre contacto com eles. A longo prazo, gostava de casar e ter filhos. Adoptar uma criança também é uma possibilidade.

- Pondera ir para o estrangeiro?

- Sim, mesmo que não seja por opção, gostava de experimentar. O único sítio onde eu adorava trabalhar, mas onde acho que não iria gostar de viver, era Londres. Por outro lado, também gostava de ir para Barcelona, Madrid ou Rio de Janeiro.

- Porque é que ainda não experimentou uma dessas cidades?

- Porque surgem sempre novos projectos. Tinha pensado que assim que acabasse a novela ia para Nova Iorque, porque tinha uns cursos em vista para fazer, mas entretanto meteu-se a peça e já não vou poder ir. E tem acontecido sempre isso. Quando tiver uma oportunidade vou. Não quero estagnar a minha vida profissional para ir à aventura para outro país qualquer. Aí sou um bocadinho consciente.

- Como se imagina daqui a dez anos?

- Nessa altura implicaria já ter um filho, ser casada, ser uma mulher adulta [risos]. Não sei, não penso nisso. Nem me imagino com 25 anos.

- Arrepende-se de algum caminho que tenha tomado?

- Não, não. Tento sempre tomar as decisões de forma muito consciente e ponderada. Às vezes penso demais e demoro muito tempo, hesito, mas quando faço alguma coisa é mesmo verdadeira, por isso não me arrependo de nada. Os passos que dei fizeram parte do percurso e do crescimento.

- Significa que é muito racional...

- É verdade, sou racional de mais, tenho tendência para pensar muito nas coisas. Isso pode estar relacionado com o facto de ser insegura. Não gosto de falhar, de ter um projecto que não funcione, que não dê bom resultado, seja pessoal ou profissionalmente. Custa-me aceitar que às vezes as coisas não corram bem, mas tem de ser, e lá está a minha mãezinha a apoiar-me.

- Que outras características a definem?

- Sou extrovertida, mas às vezes tenho ataques de timidez absoluta. Fazem-me um elogio qualquer que não estou à espera e fico muito corada, sem jeito, e só me apetece ir embora. É uma situação muito estranha.

- Recebe muitos piropos?

- Às vezes recebo, numa festa ou noutro sítio a que vá. Até pode ser um comentário supernormal e eu fico envergonhada.

- É mimada?

- Sou um bocadinho. Não sou filha única, mas fui a primeira filha. Gosto de receber mimos e atenção e gosto que os meus amigos e a minha mãe me liguem. Preocupo-me muito com as pessoas e preciso que se preocupem comigo. Se não me ligam para saberem se estou bem, cobro logo. Falo com a minha mãe pelo menos três vezes por dia.

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- Gostaria de jantar com o Woody Allen, queria saber como é que ele tem tantas ideias para os filmes.

- Quem é para si o homem mais sexy?

- O Brad Pitt ou o Johnny Depp. São muito charmosos.

- O que não suporta no sexo oposto?

- A mentira. Hoje em dia as pessoas mentem muito facilmente, até em coisas mínimas. Irrita-me.

- Qual o seu maior vício?

- Chocolates, mas estou a tentar reduzir...

- O último livro que leu?

- ‘O Filho de Mil Homens', de Valter Hugo Mãe. Acho a escrita dele muito interessante. Não há diálogos, só há descrições.

- O filme da sua vida?

- Acho que foi o ‘Titanic'. Marcou a minha infância. Chorei, ri, emocionei-me...

- Cidade preferida?

- Lisboa. Tem o rio, há espaços verdes e sítios fantásticos.

- Um desejo?

- Há muitos picos de felicidade e o meu desejo é que os meus picos sejam o mais longos possível.

- Complete. A minha vida é...

- Uma comédia. Acontecem-me coisas muitas engraçadas.

PERFIL

Sofia Arruda tem 23 anos e ficou conhecida do grande público em 2000, quando integrou o elenco da série ‘Super Pai', da TVI. Depois disso, participou em novelas como ‘Doce Fugitiva', ‘Deixa-me Amar' e ‘Feitiço de Amor', do mesmo canal. Actualmente, dá vida a ‘Maria Clara Sardinha', em ‘Anjo Meu', e está no Teatro Maria Vitória com a peça ‘Ora Vira € Troika o Passos'.

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