Veneza: Brilho e glamour na cidade dos canais

Passadeira vermelha está em grande plano no mais antigo festival de cinema do mundo.
Emma Stone
Emma Stone
Foto: Reuters
01 set 2018 • 01:30
Miguel Azevedo
Porque nem só de argumentos, interpretações, realizadores e câmaras vive a sétima arte, também nem só de prémios se faz o Festival de Cinema de Veneza, o mais antigo do Mundo.

Desde quarta-feira que a cidade dos canais está transformada na passerelle dos sonhos.

Por ali desfilam algumas das maiores celebridades do Mundo, vestidas, por seu turno, por alguns dos mais conceituados estilistas. Até ao próximo dia 9, beleza, glamour e charme estão em grande plano, na mira de milhares de fotógrafos. 

Se no primeiro dia do evento, a modelo portuguesa Sara Sampaio e a namorada de Cristiano Ronaldo, Georgina Rodríguez, mereceram todas as atenções, nos últimos dias os repórteres fotográficos não têm tido mãos a medir.

Ontem foi Lady Gaga a merecer todos os 'clicks', ela que apareceu, como sempre, bem-disposta e cheia de vontade de brilhar. Despercebida não passou também Irina Shayk, a modelo russa que é namorada do ator Bradley Cooper e que este ano fez questão de levar a filha de ambos para o festival. Literalmente em bom plano estiveram também Barbara Palvin e Emma Stone.

Paulo Branco irónico com as celebridades
"Durante anos, esteve imune a essa situação. Atualmente, o problema está no que a comunicação social procura num festival com estas características". O produtor Paulo Branco ironiza face ao assalto a Veneza protagonizado por figuras públicas que nada têm a ver com o cinema. "Há situações caricatas em que as celebridades vão passear na passadeira vermelha do Festival de Veneza e vão logo embora".

Paulo Branco, no entanto, não ignora a importância de um festival onde já foi jurado. "Sendo o mais antigo do Mundo, é importantíssimo para a divulgação do cinema a nível mundial". Causa, por isso, estranheza que em Veneza não seja exibido um único filme português. "Há um grande mal-entendido sobre a produção nacional nos últimos anos", destaca o produtor. "Há a ocupação de um espaço marginal, com algum relevo, mas que não deixa de ser marginal."
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