Viúvo de Maria João Abreu relata últimos dias de vida da atriz

João Soares foi chamado de urgência para se despedir da atriz. "Deu o último suspiro e vimos os batimentos cardíaco descerem até zero", contou.
João Soares e Maria João Abreu
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Maria João Abreu
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Maria João Abreu
07 jul 2021 • 15:30
Quase a completar dois meses da morte prematura de Maria João Abreu, de 57 anos, o marido João Soares revelou à 'Caras' alguns pormenores dos últimos dias da atriz, que perdeu a vida na sequência de dois aneurismas. 

João Soares teve conhecimento que Maria João Abreu se sentiu mal nas gravações da novela 'A Serra' (SIC) através do colega José Mata. À chegada ao Hospital Amadora Sintra, unidade hospitalar para onde foi encaminhada, a atriz encontrava-se consciente e foi ela quem deu as indicações necessárias à equipa médica.

Devido às contingências da Covid-19, João Soares não conseguiu estar sempre ao lado da mulher. "Por causa da Covid, não pude estar sempre com ela. Mas por volta das 19, 20 horas, chamaram-me e disseram-me que iria ser transferida para outro hospital. Ainda estive com ela e dei-lhe uns beijinhos. Já estava em casa quando me ligaram do Garcia de Orta para me informarem de que ela já lá estava", revelou sobre o facto de a artista ter sido transferida da hospital. 

"Ela foi operada no dia 1 e até ao dia 2 de Maio estava tudo bem…",  admite o viúvo que conta que Maria Joâo Abreu foi submetida a um "cateterismo" que "correu bem". "Conseguiram colocar o stent e veio para o quarto. Acordou da anestesia geral e falei com ela. A João mexia os braços, as pernas, a cabeça, falava de forma articulada", disse

Tudo parecia estar correr de forma positiva até que a família foi surpreendida com um novo diagnóstico. "Depois, ao final do dia, ligaram-me a dizer que tinha tido uma hemorragia. Ela tinha dois aneurismas, um rebentou, o outro não", relata João Soares. "Disseram-me que a hemorragia era muito extensa e que não sabiam o que iria acontecer. Teriam de esperar que o corpo absorvesse o sangue, acordá-la do coma e ver como ela reagiria", recordou.

Durante os dias de internamento seguintes, João Soares foi chamado pela equipa médica que, devido ao estado debilitado da atriz, preparou a família para o pior desfecho. 

Segundo o músico revelou à 'Caras', a médica que acompanhava a atriz no Hospital Garcia de Orta telefonou-lhe na manhã de 13 de maio, a pedir-lhe para se deslocar rapidamente ao hospital.
"A médica ligou-me e disse-me: 'João, está para breve. A João já está a respirar com muita dificuldade, venha já'. Voei até ao hospital e pelo caminho fui avisando os filhos, o Zé, a minha irmã. Tive tempo de tocar uma ou duas músicas para ela sozinho, o Ricardo chegou, leu um poema, tocámos a música e ela partiu'", recordou. 

"Deu o último suspiro e vimos os batimentos cardíacos descerem até zero. Estamos ali e não há nada que possamos fazer", contou o músico destacando que "não há paz na despedida, e quem disser isso está a mentir. Agora, há outras coisas. Há paz em saber que se ela sobrevivesse não iria ser a João". 

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