A “Dory” que há em nós

É neste exemplo da 7.ª arte, com muitos efeitos especiais e tecnologia à mistura que podemos, de forma descontraída mas intensa, ter uma grande lição de vida.
20 jul 2016 • 15:30
Reginaldo Rodrigues de Almeida

A felicidade em estado puro, na verdade, não existe, existem sim estados de felicidade vivida, de acordo com as circunstâncias de vida e com o estado das nossas emoções a cada momento.

Nada a opor, antes pelo contrário, pois só assim podemos dar o devido valor a esses momentos, em contraste com aqueles que correm menos bem.

Em caminho paralelo mas em exemplo certeiro, de acordo com filósofos de tempos recuados, também para os crentes, são as práticas de cada um no quotidiano que permitem confirmar a existência de Deus, ou seja, se a perfeição existe mas não conhecemos ninguém perfeito, logo perfeito é Deus, independentemente do credo religioso seguido.

Ora, no mais recente sucesso de bilheteira da Disney Pixar, ‘Dory’, a protagonista, é um grande exemplo pois, apesar dos consecutivos esquecimentos mas sempre bem-intencionada, fruto de um síndrome que lhe afeta a memória curta, Dory luta pelas suas convicções e também confirma essa premissa de felicidade: é feliz não sendo (pelo menos de forma permanente).

É neste exemplo da 7.ª arte, com muitos efeitos especiais e tecnologia à mistura que podemos, de forma descontraída mas intensa, ter uma grande lição de vida.

Para quem já viu o filme, bem percebe o significado das conchas que permitem não só recordar os caminhos e os momentos vividos com mais ou menos felicidade mas, fundamentalmente, olhar em redor, acreditar e estar atentos com quem mais gostamos pois – não tenhamos dúvidas – que as tais boas emoções e não a felicidade permanente, não só acontecem a nós mas também a todos os outros e antecipar essa objetividade é a verdadeira essência para que se evitem males maiores.

Em resumo, se ainda não viu o filme, pegue na família ou desafie os amigos e vá, vai ver que é muito mais assim do que parece, ou seja, mais do que perguntar a alguém se é feliz, melhor será tentar perceber se está e conhecer melhor qual a sua parte de "dory".

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