A propósito dos colégios…

Muitos têm sido os que defendem já não existir lógica para a diferenciação entre ensino presencial e ensino não presencial pois as tecnologias estão (ou deveriam estar) tão presentes em sala de aula que já não há lugar a essa separação.
23 jun 2016 • 12:25
Reginaldo Rodrigues de Almeida

Nas últimas semanas muito se tem falado dos "contratos de associação" e do financiamento que o Estado tem vindo a ter, tem mas vai deixar de ter (é cansativo mas tem sido assim a discussão) com muitos colégios privados pois parece que a oferta educativa estatal resolve. Porque muito se tem escrito e comentado sobre o tema, não vale a pena vir aqui com mais uma opinião dizer o que quer que seja até porque nem mérito teria para acabar com a generalizada confusão que por ai anda… O tema interessa aqui mas por motivos bem diferentes e na perspetiva da educação de base tecnológica, ou seja, muitos têm sido os que defendem já não existir lógica para a diferenciação entre ensino presencial e ensino não presencial pois as tecnologias estão (ou deveriam estar) tão presentes em sala de aula que já não há lugar a essa separação. Certo. A ser assim, outra reflexão se impõe já que os analistas da extrapolação científica dizem que a sala de aula do futuro será verdadeiramente desmaterializada e as escolas, mesmo as universidades, assumem o estatuto de centros de validação de competências, atentas as inúmeras formas e plataformas onde a informação e o conhecimento podem ser adquiridos. Neste caso, voltando à questão inicial, caso para perguntar como vai ser o modelo de financiamento e utilizado o dinheiro dos contribuintes. Serão novos contratos de associação, ou "contratos de inclusão", independentemente da matriz jurídica de quem vier a certificar essas competências?

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