Bom para todos!

Nos dias de hoje tudo mudou, e ainda bem, não porque não continue a ser delicioso o cheiro de um livro ou mesmo a estética de uma escrita bonita, mas porque os meios informáticos devem ser vistos como os lápis e as canetas de antigamente.
17 nov 2016 • 08:10
Reginaldo Rodrigues de Almeida

Basta recuarmos à última década do passado século para facilmente recordarmos os anúncios que circulavam nas universidades e que simplesmente diziam: "datilografam-se trabalhos", ou na mais avançada das possibilidades: "passam-se trabalhos a computador". Ou seja, os alunos de "ciências" prevaleciam-se da sua vantagem competitiva sobre os alunos de "letras" para assim faturarem algumas centenas de escudos (moeda usada à época, só para recordar os mais novos…). Nesta altura, os cursos de datilografia, de estenografia e de introdução às primeiras linguagens informáticas estavam na berra mas, aparentemente, não para todos já que essa competência era específica de determinadas áreas de estudo ou mesmo profissões. O computador para a área das denominadas ciências humanas era visto como uma espécie de estranho triunfo da tecnocracia – para muitos um inimigo – mas que em nada poderia substituir uma boa caligrafia ou mesmo o perfume de um livro, ou até o bloco de notas rascunhado de mil formas. Nos dias de hoje tudo mudou e, é caso para dizer, ainda bem, não porque não continue a ser delicioso o cheiro de um livro ou mesmo a estética de uma escrita bonita, simplesmente porque os meios informáticos devem ser vistos como os lápis e as canetas de antigamente e também porque a democratização da utilização desses meios tem contribuído para uma maior cidadania e uma sociedade mais esclarecida onde todos, sem exceção, lucram com o resultado.

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