“Em que estás a pensar?”

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos, ou pelo menos seria bom que assim fosse.
04 ago 2016 • 11:20
Reginaldo Rodrigues de Almeida
Pergunta o Facebook, imparável por estas bandas, ao ponto do seu próprio mentor sequer acreditar ser possível o seu poder na atualidade, com milhões de pessoas que estabelecem uma relação contratual, desconhecida da quase totalidade de utilizadores, com cedência de direitos mas esse tema será abordado em oportunidade futura…

Bom, depois do rematado insucesso da chamada "second life" e respetivos avatares, eis que este (o citado FB), assume, cada vez mais contornos de "first life", prevalecendo muitas das vezes sobre a vida real e física.

Escraviza milhões de utilizadores mas muitos olham para o lado como se essa forma de vício fosse uma adição que só aos outros diz respeito. Enfim, é certo que cada um sabe de si e Deus sabe de todos, ou pelo menos seria bom que assim fosse.

Certo é que nos transportes públicos e até a conduzir, no intervalo das aulas ou do cinema, ou mesmo na satisfação das necessidades pessoais e intransmissíveis no WC, lá se está: agarrados ao "face".

Uns por mera curiosidade da vida alheia, outros para testarem o seu grau de notoriedade e aplausos virtuais recebidos através do maior ou menor número de "likes" de cada publicação, lá vão gastando o dedo e o ecrã numa correria desenfreada como se o mundo ali começasse e também ali acabasse.

É evidente que o Facebook também é por muitos utilizado para conhecimento de novos conteúdos, de afazeres profissionais e contato com a família mas certo é que em quaisquer das situações, a dependência é cada vez maior e imagine-se o que para muitos seria num primeiro momento se pura e simplesmente esta rede social deixasse de existir!

Sei que já aqui escrevi o que diz o povo, ou seja, cada um sabe de si e Deus sabe de todos mas também a esse propósito, toda a cautela é pouca pois não se esqueçam que Deus pode perdoar mas a internet em geral, as redes sociais em particular não.

Por lá perdura tudo o que se publica por maior que venha a ser o arrependimento.

 

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