Frigo Comunitário de Alcântara

A ideia passa por ter frigoríficos normalíssimos numa loja de rua de acesso direto e anónimo.
14 jul 2016 • 11:41
João Ferreira
O título desta crónica é a designação de um projeto comunitário de partilha e ajuda a famílias e pessoas carenciadas, pioneiro em Portugal. Pioneiro por enquanto, espero eu, porque a ideia é tão generosa e de tão fácil execução que rapidamente poderá passar a existir em mais pontos de Lisboa e do país. Fui alertado para o ‘Frigo Comunitário’ pelo presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, uma das muitas entidades que apadrinham a iniciativa juntamente com a Câmara Municipal de Lisboa. A ideia passa por ter frigoríficos normalíssimos numa loja de rua de acesso direto e anónimo. Os alimentos são entregues, também de forma anónima, pela população, por empresas ou por qualquer organização que queira, para que quem tenha fome se possa alimentar longe dos olhares indiscretos. A reposição dos alimentos é feita regularmente debaixo da supervisão e acompanhamento de um mediador. Segundo Davide Amado, o presidente da Junta, este frigorífico de bairro pretende servir franjas de imigrantes com poucos ou nenhuns recursos, desempregados, famílias destruturadas e idosos com dificuldades financeiras – que regra geral estão sós. O acesso ao frigorífico é feito de acordo com regras específicas mas acima de tudo impera o respeito por todos e o cuidado. Respeito, cuidado e partilha são mesmo as palavras chave dos mentores da ideia. Se quiser contribuir para a causa basta ir à página de Facebook da fábrica Alcântara Mar.
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