Saudades do futuro!

De acordo com especialistas da extrapolação científica, o conhecimento, diferente de informação avulsa e não tratada, multiplica-se a cada dois anos.
17 mar 2016 • 11:41
Reginaldo Rodrigues de Almeida

Nos dias de hoje, ser infoexcluído é uma realidade tão concreta e objetiva quanto outra coisa qualquer, atenda a velocidade de transmissão de dados que acontece no mundo à nossa volta. Fruto das experiências proporcionadas quer pelos meios de comunicação social, quer pelos meios de divulgação pessoais, sejam blogues ou publicações nas redes sociais – por estranho que esta catalogação ainda possa parecer – é assim. De acordo com especialistas da extrapolação científica, o conhecimento, diferente de informação avulsa e não tratada, multiplica-se a cada dois anos, logo desnecessária qualquer preocupação excessiva de em cada momento querer saber um pouco de tudo como porventura nas gerações passadas era exigido. Na verdade, na sociedade de relacionamentos sociais (e até de cansaço do excesso da informação disponível) em que vivemos, parece ser quase um preceito constitucional ser inculto e pressentir a necessidade de se participar mais e melhor na denominada "Sociedade da Informação"; de procurar os peritos (os que sabem muito de pouco) para que enquanto cidadãos comuns possamos recolher e partilhar esse conhecimento. Estamos numa época (certamente de transição como noutra qualquer) onde as próprias universidades e escolas mais do que centros de conhecimento passam a ser centros de certificação de competências do mundo vivido por todos e por cada um. Não tenha receio de não conhecer tudo, não se esqueça que ser "inculto" mais do que um direito é um dever!

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